A Argentina está novamente na final da Copa do Mundo, mas precisou chegar ao limite para conquistar a vaga. A Inglaterra abriu o placar com Anthony Gordon e permaneceu em vantagem até os 40 minutos do segundo tempo. Enzo Fernández empatou, e Lautaro Martínez completou a virada nos acréscimos após cruzamento de Lionel Messi.
O confronto entre as duas melhores seleções será de arrepiar. Se por um lado a Argentina tem, alem do goleador da Copa, um ataque poderoso com 21 gols marcados, a Espanha tem uma defesa sólida com apenas um gol sofrido. Esses dados indicam como poderá ser a tônica do jogo e é o que os torcedores de todo mundo levam em conta na hora de utilizar o Código de indicação bet365 e darem seus palpites para a grande final da Copa 2026.
A reação contra a Inglaterra confirmou a principal qualidade argentina neste mata-mata: a equipe nunca considera uma partida perdida. Ao mesmo tempo, cada novo roteiro dramático aumenta o desgaste antes de enfrentar uma Espanha que chega mais descansada, organizada e acostumada a controlar a posse de bola.
Virada mostra por que a Argentina permanece perigosa
A Inglaterra conseguiu limitar a Argentina durante boa parte da semifinal. Quando abriu o placar, recuou suas linhas e tentou proteger a vantagem, mas permitiu que a equipe de Lionel Scaloni aumentasse a pressão nos minutos finais.
As mudanças argentinas fizeram diferença. Lautaro saiu do banco para marcar o gol decisivo, enquanto Messi encontrou forças para participar das duas jogadas da virada. Aos 39 anos, o camisa 10 chegou a oito gols e quatro assistências na competição e continua sendo capaz de decidir quando o desgaste deveria pesar mais.
Esse comportamento mantém abertas diferentes previsões para a final. A Argentina pode passar longos períodos sem dominar, mas sua campanha mostrou que qualquer vantagem do adversário continua ameaçada até o último lance.
Mata-mata cobrou um preço físico elevado
O problema é que a semifinal não foi uma exceção. Contra Cabo Verde, a Argentina precisou da prorrogação para vencer por 3 a 2. Depois, reagiu após estar perdendo por 2 a 0 para o Egito e encontrou a virada somente na parte final.
Nas quartas, foram necessários mais 30 minutos para superar a Suíça por 3 a 1. Com isso, a equipe acumulou duas prorrogações e quatro confrontos eliminatórios resolvidos sob forte pressão.
Diante da Espanha, esse desgaste pode aparecer principalmente se a Argentina precisar correr atrás da bola. A seleção europeia costuma manter a posse por longos períodos e obrigar o adversário a se movimentar constantemente, situação que pode pesar na etapa final ou levar novamente a decisão para a prorrogação.
Argentina precisa encontrar espaços antes da defesa se organizar
A vitória da Espanha sobre a França mostrou uma equipe capaz de neutralizar ataques poderosos. Os espanhóis sofreram apenas um gol durante toda a Copa e impediram que Mbappé e seus companheiros criassem oportunidades claras na semifinal.
Para a Argentina, o caminho mais promissor deve estar nas transições. Quando a Espanha adianta seus laterais e aproxima muitos jogadores da área, oferece espaços nas costas da marcação. Messi pode aproveitar esses momentos para acelerar com Julián Álvarez ou procurar Lautaro entre os zagueiros.
O primeiro gol terá enorme peso na possível tônica da partida. Caso a Argentina saia na frente, poderá reduzir o ritmo, proteger melhor seus jogadores mais desgastados e obrigar a Espanha a abandonar parte do controle. Se sofrer primeiro, terá de buscar mais uma reação contra a defesa mais segura da competição.
Contra a Espanha, reagir pode não ser suficiente
As sucessivas viradas aumentaram a confiança da Argentina, mas a final exigirá uma atuação mais equilibrada desde o início. A Espanha sofreu apenas um gol na competição, controla o ritmo com a posse e dificilmente oferece ao adversário muitas oportunidades nos minutos finais. Dessa vez, passar boa parte da partida correndo atrás do placar pode cobrar um preço alto demais.
A equipe de Scaloni precisará escolher bem os momentos de pressionar e impedir que a circulação espanhola a empurre para perto da própria área. Quando recuperar a bola, terá de acelerar antes que a defesa adversária se reorganize. Messi continuará sendo o principal caminho, mas a participação de Julián Álvarez, Lautaro Martínez e dos meio-campistas será fundamental para que o ataque não dependa apenas de uma jogada individual.
A Espanha chega mais descansada e com desempenho mais constante, enquanto a Argentina carrega a experiência de quem sobreviveu a quatro confrontos eliminatórios disputados no limite. Para conquistar o bicampeonato, porém, não bastará repetir a capacidade de reação demonstrada até aqui. A seleção argentina precisará fazer sua partida mais eficiente justamente diante do adversário que menos permitiu erros durante a Copa.
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