A Ponte Bioceânica, entre Porto Murtinho (MS) e Carmelo Peralta, no Paraguai, entra em sua fase decisiva de construção. Faltam apenas 128 metros para a união das duas frentes da estrutura, que deve ocorrer em maio, consolidando um dos principais projetos de integração da América do Sul.
Segundo o Consórcio PYBRA, responsável pela obra, os trabalhos foram retomados em janeiro com foco total na junção do vão central. A expectativa é concluir a ponte até agosto, com instalação de pavimentação, iluminação, sinalização e demais acabamentos. “Estamos concentrados na etapa mais simbólica da construção”, destaca a equipe técnica.
Mais do que uma ligação física entre dois países, a ponte é considerada “um eixo estratégico para o comércio regional”. Ela integra o Corredor Bioceânico, rota que conecta Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, reduzindo distâncias entre os oceanos Atlântico e Pacífico.
No Paraguai, as obras de acesso avançam com serviços de terraplenagem em um trecho de 4,5 quilômetros, enquanto no lado brasileiro seguem a instalação de vigas, pré-lajes e concretagem. Atualmente, cerca de 30% dos acessos rodoviários já foram executados.
Com 1.200 metros de extensão e vão central de 354 metros, a estrutura garante a navegabilidade do Rio Paraguai e projeta impactos diretos na economia. “A ponte abre um novo caminho para exportações rumo ao mercado asiático”, avaliam técnicos envolvidos no projeto, que veem a obra como um marco logístico para o Centro-Oeste brasileiro.
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