Divulgação/Suzano
A celulose liderou a pauta exportadora, com 1 milhão de toneladas embarcadas de Mato Grosso do Sul
Mato Grosso do Sul exportou 3,76 milhões de toneladas de produtos para a União Europeia em 2025, alcançando US$ 1,3 bilhão em faturamento. No mesmo período, as importações do bloco europeu somaram 77 mil toneladas, equivalentes a US$ 492 milhões. Os dados constam em levantamento da Assessoria de Economia da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).
Com esse desempenho, o saldo da balança comercial entre o Estado e a União Europeia foi altamente positivo, fechando o ano passado com superávit de US$ 812 milhões. A expectativa do governo estadual é de que o cenário se torne ainda mais favorável com a aprovação do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia.
Para o secretário da Semadesc, Jaime Verruck, a redução de tarifas prevista no acordo tende a impulsionar as exportações sul-mato-grossenses. “A primeira expectativa do Governo do Estado é de que, a partir da aprovação desse acordo, nós consigamos ampliar [as exportações]. Na verdade, nós temos uma capacidade de ampliação do mercado, uma possibilidade de ampliação de produtos que serão mais competitivos. É importante entender que a redução de tarifa significa aumentar a competitividade dos produtos sul-mato-grossenses na União Europeia”, afirmou.
A União Europeia foi o segundo bloco econômico mais relevante para as exportações de Mato Grosso do Sul em 2025. Ao longo do ano, o Estado manteve relações comerciais com 23 países do bloco, sendo 20 como destinos de exportações e todos os 23 como origens de importações.
A celulose liderou a pauta exportadora, com 1 milhão de toneladas embarcadas e US$ 627 milhões em faturamento, o equivalente a 48,12% do valor total. Em seguida vieram os farelos de soja, com 917 mil toneladas e US$ 310 milhões (23,84%), e a carne bovina, que somou 14 mil toneladas exportadas e US$ 126 milhões, representando 9,68% do total.
Verruck avalia que há espaço para ampliar as exportações de celulose, especialmente a celulose solúvel que será produzida pela Bracell. A carne bovina também pode ganhar competitividade no mercado europeu diante da imposição de tarifas sobre excedentes da cota chinesa. Soja em grãos e farelo de soja, produtos abundantes no Estado e demandados pela União Europeia, completam a lista de itens com potencial de crescimento.
No sentido inverso da balança, Mato Grosso do Sul importou principalmente maquinários e equipamentos industriais da União Europeia. Destacam-se máquinas para a indústria de papel e celulose (US$ 171 milhões), equipamentos de aquecimento e resfriamento (US$ 146 milhões) e caldeiras e geradores de vapor (US$ 108 milhões).
A Holanda, com 31,7%, e a Itália, com 31,4%, foram as principais portas de entrada dos produtos sul-mato-grossenses no mercado europeu. Já a Finlândia respondeu por 67% das importações do Estado provenientes da União Europeia, sobretudo pela liderança na tecnologia de máquinas para a indústria de celulose.
O secretário também aponta oportunidades para o etanol produzido em Mato Grosso do Sul, em um contexto de descarbonização da economia europeia. Além disso, a certificação de propriedades agrícolas dentro dos padrões exigidos pela União Europeia deve ampliar o acesso dos produtos estaduais ao bloco.
“O Estado já fez um acordo com a União Europeia e avança na certificação. Vamos ter um certificado oficial nessas propriedades que não tiveram desmatamento depois de 2020 e estarão habilitadas para exportar seus produtos ao mercado europeu”, destacou Verruck.
Anderson Ramos / Capital News
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