O número de consumidores inadimplentes em Mato Grosso do Sul cresceu 10,07% em abril de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados pelo SPC Brasil. O índice ficou acima das médias nacional e da região Centro-Oeste, aumentando a preocupação do comércio e do setor produtivo.
Na comparação entre março e abril deste ano, o aumento foi de 1,47%, percentual quase três vezes superior à média registrada na região Centro-Oeste. Para a presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso do Sul (FCDL-MS), Inês Santiago, os números refletem agravamento da situação financeira das famílias sul-mato-grossenses. “São números bastante preocupantes. A federação vê com grande preocupação porque tivemos um aumento de mais de 10% no número de endividados nas famílias sul-mato-grossenses, acima da média nacional e muito acima da média do Centro-Oeste”, afirmou.
Além do crescimento no número de consumidores negativados, o volume de dívidas em atraso aumentou 20,84% em um ano. Conforme o levantamento, cada inadimplente possui, em média, 2,4 dívidas, com valor médio de R$ 5.994,67. Outro dado apontado pela pesquisa é o longo período de atraso nas contas. Os consumidores permanecem, em média, 28,4 meses inadimplentes, sendo que mais de um terço está com dívidas em aberto entre um e três anos.
“Cada consumidor tem, em média, 2,4 dívidas e cada uma delas gira em torno de R$ 5,9 mil, valor muito acima da média salarial do trabalhador em Mato Grosso do Sul. Isso mostra o tamanho da dificuldade enfrentada pelas famílias”, destacou Inês Santiago. O estudo também revelou que 87,62% das negativações registradas em abril foram de consumidores reincidentes, ou seja, pessoas que já haviam ficado inadimplentes nos últimos 12 meses.
Ao mesmo tempo, o número de consumidores que conseguiram quitar dívidas apresentou queda de 7,84% no período analisado.
“Hoje, 87% dos endividados voltaram para o banco de negativação. Isso mostra que os programas acabam atacando o efeito, mas não a causa do problema. O consumidor até sai da inadimplência, mas volta rapidamente porque o ambiente econômico continua difícil, o crédito continua caro e a carga tributária segue pesada”, avaliou a presidente da FCDL-MS.
Segundo o levantamento, a faixa etária entre 30 e 39 anos concentra a maior parte dos inadimplentes em Mato Grosso do Sul. Entre os setores credores, os bancos lideram as cobranças, concentrando 64,69% das dívidas registradas.
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