Ribas do Rio Pardo se consolida como um dos principais polos de desenvolvimento econômico de Mato Grosso do Sul, impulsionado pelo avanço das florestas plantadas e da indústria de celulose. Inserido no chamado “Vale da Celulose”, o município vive um novo ciclo de crescimento, sem abrir mão do protagonismo no setor florestal, mas agora com diversificação produtiva.
Durante a abertura da ExpoRibas 2026, o secretário estadual Jaime Verruck destacou a transformação econômica do Estado, com a conversão de áreas de pastagens de baixa produtividade em lavouras, florestas plantadas e cana-de-açúcar. “Esse ambiente favorável é resultado de políticas públicas voltadas à atração de investimentos, desburocratização e segurança jurídica”, afirmou.
A expansão da silvicultura é um dos principais motores desse avanço. A área de florestas plantadas saltou de 341 mil hectares em 2010 para cerca de 1,9 milhão de hectares na safra 2024/2025 — crescimento de 565%. Atualmente, o Estado possui a segunda maior área de eucalipto do país e concentra grande parte da expansão nacional recente.
Além da celulose, Ribas do Rio Pardo também avança na diversificação agrícola, com destaque para culturas como citricultura e amendoim, reforçando a resiliência econômica da região.
A indústria acompanha esse ritmo. O município abriga a maior fábrica de celulose em linha única do mundo e integra um corredor produtivo que inclui cidades como Três Lagoas, Água Clara, Brasilândia e Inocência.
Hoje, mais de 18 municípios possuem operações florestais no Estado. A cadeia produtiva gera mais de 20 mil empregos diretos e 12 mil indiretos, além de representar cerca de 17,8% do PIB industrial sul-mato-grossense. Outro destaque é a autossuficiência energética do setor, com produção superior a 780 megawatts de energia limpa.
O crescimento é sustentado por iniciativas como o sistema MS Agrodata e o programa Profloresta, que visam modernizar a gestão e ampliar a competitividade. O Estado também aposta em sistemas integrados, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), fortalecendo a produção sustentável.
Apesar dos avanços, desafios como logística, qualificação profissional e gestão de recursos hídricos seguem no radar. Ainda assim, o governo estadual mantém a meta de tornar Mato Grosso do Sul carbono neutro até 2030, alinhando o desenvolvimento econômico à preservação ambiental.
A ExpoRibas 2026 segue até o dia 21 de março, reunindo especialistas, produtores e lideranças para discutir oportunidades e estratégias que impulsionam o crescimento da região.
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