O programa Precoce-MS, que destina mais de R$ 150 milhões por ano para incentivar a pecuária, foi um dos destaques do 13º Confinar 2026, realizado nesta terça-feira (5), no Bosque dos Ipês, em Campo Grande.
O evento reuniu autoridades e lideranças do setor, incluindo o governador Eduardo Riedel e o secretário da Semadesc (Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Artur Falcette, reforçando a importância estratégica da iniciativa para o fortalecimento da pecuária de corte no Estado.
Segundo Falcette, o Confinar se consolida como um dos principais fóruns do setor. “A pecuária de corte é uma das principais atividades do nosso Estado. O confinamento é fundamental no sistema de produção e o evento permite atualização em tecnologia, nutrição, sanidade e gestão”, afirmou.
O secretário destacou ainda o papel do Precoce-MS como ferramenta essencial de política pública. “Temos o programa Novilho Precoce, com mais de R$ 150 milhões por ano em incentivos. Esse apoio ajudou a reduzir o tempo de abate e aumentar a produtividade, mesmo com a diminuição do rebanho”, pontuou.
Os números comprovam a relevância do programa. Em 2025, foram 1.249 estabelecimentos aprovados, 576 técnicos habilitados e mais de 1,49 milhão de animais abatidos, com índice de classificação de 81,8%. No período, R$ 183,5 milhões foram destinados em incentivos.
Já em 2026, até o momento, o programa contabiliza 1.128 estabelecimentos, 493 técnicos habilitados e mais de 364 mil animais abatidos, com R$ 51 milhões em incentivos pagos.
De acordo com o governador Eduardo Riedel, o investimento tem promovido ganhos estruturais. “O programa induz a formação de um produto de excelência, com redução da idade de abate, melhoria no acabamento e na qualidade da carne”, afirmou.
Riedel também ressaltou a transformação no uso do solo em Mato Grosso do Sul, com avanço da agricultura e florestas plantadas, enquanto a pecuária ganhou eficiência. “A pecuária cedeu espaço, mas ganhou em produtividade”, disse.
A estratégia inclui ainda o fortalecimento do confinamento como complemento ao Precoce-MS, ampliando a intensificação sustentável da produção.
Para Falcette, o cenário é de evolução contínua. “O desafio é avançar ainda mais em tecnologia, gestão e sustentabilidade, consolidando o Estado como referência na produção de carne de qualidade”, concluiu.
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