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Mineração

Mineração garante quase R$ 50 milhões em royalties mesmo com queda na arrecadação

Mato Grosso do Sul segue entre os dez maiores arrecadadores da CFEM no país e mantém papel estratégico na atividade mineral

Elaine Oliveira
Capital News

Mesmo em um cenário de retração na arrecadação, o setor mineral de Mato Grosso do Sul segue desempenhando papel relevante na economia estadual. Em 2025, a Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), conhecida como royalties da mineração, somou R$ 49,58 milhões no Estado.

Os dados constam no Relatório da Mineração em Mato Grosso do Sul – CFEM, elaborado pela Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), com base em informações da Agência Nacional de Mineração (ANM). O levantamento aponta que Mato Grosso do Sul ocupou a 8ª posição no ranking nacional de arrecadação, com participação de 0,63% do total arrecadado no país em 2025.

A arrecadação apresentou queda de 28,42% em relação a 2024, movimento associado principalmente à redução no preço médio internacional do minério de ferro, que é a principal base de cálculo da compensação financeira. Apesar disso, o setor mantém forte contribuição para o desenvolvimento regional e para a geração de receitas públicas.

Deurico/Capital News

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Jaime Verruck

“O setor mineral tem papel importante na economia regional e os recursos da CFEM são fundamentais para que os municípios possam investir em infraestrutura, saúde e educação. É uma atividade que precisa caminhar com responsabilidade ambiental e retorno social”, afirma o secretário da Semadesc, Jaime Verruck.

Protagonismo do minério de ferro

A mineração sul-mato-grossense continua concentrada principalmente na região de Corumbá e Ladário, onde estão localizados importantes depósitos minerais explorados há décadas.

Em 2025, Corumbá liderou a arrecadação da CFEM no Estado, com R$ 28,16 milhões, o equivalente a 56,8% do total estadual. Ladário aparece na sequência, com R$ 8,16 milhões (16,47%), seguido por Bela Vista, com R$ 3,03 milhões. Juntos, os três municípios responderam por 79,39% da arrecadação estadual, demonstrando a forte presença da mineração na região oeste.

Entre as substâncias minerais exploradas, o ferro e o minério de ferro continuam sendo as principais fontes de receita, representando mais de 66% da arrecadação da CFEM. O calcário aparece em seguida, com 8,35%, seguido por basalto e manganês.

Diversificação da atividade

O relatório também aponta um avanço na diversificação da atividade mineral no Estado. Em 2025, foram registradas operações envolvendo 20 diferentes substâncias minerais, número superior ao de 2024, quando foram identificadas 17.

Ao todo, 167 empresas realizaram algum tipo de operação minerária em Mato Grosso do Sul no período, também acima do registrado no ano anterior.

Além dos minerais metálicos, a exploração de recursos voltados à construção civil e ao agronegócio tem ampliado a presença da atividade em diferentes regiões. Substâncias como areia, basalto, cascalho e calcário estão entre as que concentram maior número de empresas.

O levantamento aponta ainda que 57 municípios sul-mato-grossenses registraram arrecadação de CFEM em 2025, indicando uma gradual desconcentração da atividade mineral no território estadual.

Mineração e sustentabilidade

Historicamente, a mineração desempenha papel importante no desenvolvimento econômico de Mato Grosso do Sul. O Estado reúne reservas relevantes de ferro e manganês na região do Pantanal, além de calcário e outros minerais presentes em áreas como a Serra da Bodoquena.

Por ocorrer em regiões ambientalmente sensíveis, a atividade exige atenção permanente à governança ambiental e ao uso responsável dos recursos naturais. Nesse contexto, a Semadesc tem reforçado diretrizes que buscam conciliar desenvolvimento econômico, preservação ambiental e retorno social para as comunidades.

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