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Agronegócio Terça-feira, 30 de Dezembro de 2025, 09:24 - A | A

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Mato Grosso do Sul

Laranja para indústria perde força ao longo de 2025

Oferta maior, demanda mais cautelosa e incertezas no comércio exterior pressionaram preços ao citricultor ao longo do ano

Elaine Oliveira
Capital News

O preço da laranja pera destinada à indústria começou 2025 em patamar elevado, sustentado pela oferta ainda restrita e pela demanda firme por frutas que apresentavam boa qualidade. No entanto, ao longo dos meses, o cenário mudou e os valores pagos ao produtor passaram a sofrer pressão, especialmente a partir do segundo trimestre do ano.

Pesquisadores apontam que o enfraquecimento da demanda por novos lotes de laranja, aliado à existência de estoques de suco com qualidade inferior, reduziu o apetite da indústria. Esse movimento foi reforçado por estimativas iniciais de uma safra 2025/26 mais volumosa. Em maio, o Fundecitrus projetava a produção em 314,6 milhões de caixas de 40,8 quilos, o que aumentou a cautela do setor industrial.

Outro fator que pesou sobre o mercado foi a expectativa de concentração da safra na segunda florada, com intensificação da colheita entre agosto e setembro. Do lado dos produtores, houve insatisfação com as ofertas apresentadas pela indústria desde o início da temporada.

A safra também foi marcada por elevada queda de frutos, reflexo do avanço do greening e do cancro, além das condições climáticas adversas. Diante desse cenário, o Fundecitrus revisou a estimativa de produção para 294,81 milhões de caixas, reduzindo as expectativas iniciais.

No comércio exterior, a citricultura brasileira enfrentou meses de incerteza diante da possibilidade de um aumento expressivo de tarifas por parte dos Estados Unidos sobre as importações de suco de laranja. Em julho de 2025, contudo, o setor recebeu uma notícia positiva: o governo norte-americano decidiu isentar o suco brasileiro da tarifa adicional de 40%, trazendo alívio aos exportadores.

Apesar disso, o desempenho das exportações entre julho e novembro de 2025 ficou abaixo do registrado no mesmo período da safra anterior. Um dos destaques foi a mudança no perfil dos destinos: os embarques para os Estados Unidos e para a União Europeia se igualaram, com participação próxima de 48% cada em volume.

Com uma safra atrasada, contratos firmados em volumes menores e de forma mais tardia, a pressão sobre os preços se intensificou no último trimestre do ano, encerrando 2025 com um cenário mais desafiador para os citricultores brasileiros.

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