O mercado do boi gordo vive um momento de equilíbrio, mesmo diante da pressão da indústria frigorífica para reduzir preços. A oferta limitada de animais prontos para abate e as boas condições das pastagens têm sustentado a arroba em diversas regiões, impedindo quedas mais acentuadas nas cotações.
De um lado, frigoríficos tentam negociar valores menores, influenciados pelo cenário externo e pela redução no consumo interno de carne bovina. Do outro, pecuaristas mantêm uma postura firme e seguram a venda dos lotes, apostando em melhores condições de mercado. Esse impasse tem gerado uma espécie de disputa silenciosa nas principais praças pecuárias do país.
Fatores internacionais também impactam o setor. O conflito no Oriente Médio eleva a volatilidade global e aumenta custos de energia e logística, enquanto, no mercado interno, a demanda tende a cair na segunda metade do mês. “Esse movimento reduz o consumo e pressiona a indústria a buscar margens mais ajustadas”, apontam analistas do setor.
Apesar disso, os preços seguem firmes. Em Mato Grosso do Sul, a arroba variou entre R$ 329 e R$ 333,50 à vista em março. Já em São Paulo, referência nacional, os valores giram em torno de R$ 350. Na média das principais regiões monitoradas, a arroba está em aproximadamente R$ 328,80, mantendo o cenário de estabilidade nas negociações.
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