Os movimentos sociais aproveitando a onda de protestos em todo o Brasil desde o dia 1º de maio (Dia do Trabalhador) estão ocupando a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA/MS), na manhã da última quarta-feira (6).
Ocupação
Até o momento são cerca de seiscentos integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra de Mato Grosso do Sul (MST/MS), da Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Fetagri), do Movimento Camponês de Luta pela Reforma Agrária (MCLRA) e da Central Única dos Trabalhadores de Mato Grosso do Sul (CUT/MS) ocupando o local.
Para um dos representantes do movimento MST no Estado, Jonas Carlos da Conceição, o principal objetivo é discutir e colocar em pauta questões fundamentais como a reforma agrária. "A realização da reforma agrária no Brasil é lenta e enfrenta várias barreiras, em MS, por exemplo, há cinco anos estamos com este processo totalmente paralisado principalmente por conta do sucateamento do INCRA, que não possui estrutura física, nem financeira para tocar o que é necessário", comenta. O objetivo é permanecer na sede até que lideranças políticas, ou representantes do setor agrário apontem soluções para a situação da Reforma Agrária em Mato Grosso do Sul.
Bloqueio
Na manhã desta quinta-feira (7) um grupo em torno de 100 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra bloquearam desde as 6 horas da manhã o KM 136 d BR-267, próximo a região das fazendas Córrego Fundo e Furnas em Nova Andradina. A Polícia Rodoviária Federal está no local onde apenas veículos de emergência e cargas perecíveis estão sendo liberados.
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