O diretor clínico da Santa Casa, Luiz Alberto Hiroki Kanamura realizou uma coletiva explicando como irá funcionar o novo sistema de atendimento ao público. Em determinação do Minstério da Saúde, ocorrida há um ano, todos aos atendimentos passarão por uma reclassificação visando qualificar o tipo de atendimento e priorizar os mais graves, reorganizar o fluxo no Pronto Socorro, avaliar o paciente logo na sua chegada, utilizando as cores como base. O hospital é o primeiro no Estado a utilizar esse sistema. Atualmente são realizados em média 300 atendimentos diários, dos quais 150 viram internações, onde 120 são via Pronto Socorro.
A reclassificação acontecerá de acordo com a gravidade do diagnóstico, classificado da seguinte forma:

Luiz Alberto Kanamura explica como irá funcionar a reclassificação de atendimento
Foto: Deurico/Capital news
Sala Vermelha: prioridade zero. Possui seis leitos e atenderá às emergências e necessidade de atendimento imediato, porém não servirá como UTI (Unidade de Tratamento Intensivo). Será utilizada quase que exclusivamente pelo Corpo de Bombeiros e o SAMU;
Sala Amarela: prioridade 1. Possui oito leitos atendendo urgências;
Sala Verde: prioridade 2. Conta com 16 leitos e cuida de casos não urgentes, como hidratações e medicações;

sala vermelha cuidará de casos de extrema gravidade
Foto: Deurico/Capital news
Sala Azul: prioridade 3. Realiza consultas de baixa complexidade, atendimento de acordo com o horário de chegada.
Todas as salas, à exceção da amarela, também atenderão à pediatria em separado, a partir de quinta-feira (19), juntamente com a inauguração das salas verdes e azul
Não existe um tempo máximo para os pacientes ficarem na sala vermelha. Segundo Kanamura, “espera-se que os internados repousem pelo período mínimo de 24 horas”.
Diagnósticos classificadas como prioridade três e encaminhados a sala azul serão devolvidos à rede pública, salvo casos emergenciais.
Investimento
A reclassificação de atendimento terá início amanhã, após os enfermeiros terem passado por um treinamento específico de dois dias e repassado gradativamente à população para que não fique nenhuma dúvida. Os médicos também passarão por uma reciclagem e adequação ao novo sistema em um curso que será custeado 50% pelo Conselho Regional de Medicina (CRM) e metade pela própria Santa Casa. O diretor clínico do hospital revelou que cada profissional demanda R$ 1.500 em média. Ao todo, uma equipe médica é formada por 100 pessoas em cada turno.
Além disso, a sala vermelha, que atenderá os casos extremos, possui equipamentos novos já em funcionamento, com a maioria dos leitos ocupados.
A ala pediátrica conta com três consultórios, três boxes de inalação, uma sala de emergência. Para a enfermeira Cristina Lotti, essa estrutura foi montada devido “a maior demanda ambulatorial que emergencial”.

Sala verde da pediatria tem 10 leitos à disposição
Foto: Deurico/Capital news
A equipe médica será composta de um enfermeiro, dois técnicos em enfermagem e três médicos.
Longas esperas
Ao ser questionado sobre o problema dos pacientes que ficam horas esperam nos corredores, Kanamura afirma que “é devido ao número de cirurgias na ortopedia” que realiza em média 30 por dia e não possui salas cirúrgicas suficientes e acrescentou que esse sistema de reclassificação “vem justamente para eliminar esse tempo de espera e minimizar o risco de vida (sic)”.
Uma mulher que pediu para não ser identificada disse que “ficou bem melhor agora, não tem tanta gente amontoada e nem esperei muito para ser atendida. Cheguei e já entrei.”
Por Ângelo Smaniotto - Capital News (www.capitalnews.com.br)
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