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Cotidiano Terça-feira, 22 de Novembro de 2011, 09:34 - A | A

Terça-feira, 22 de Novembro de 2011, 09h:34 - A | A

Réu nega ter assassinado vigia noturno

Marcelo Eduardo e Alessandra Carvalho - Capital News (www.capitalnews.com.br)

Ribamar Osório de Paiva, acusado de envolvimento no assassinato do vigia noturno Pedro Eudes de Moura, em 17 de março de 2010, acaba de depor no Tribunal do Júri do Fórum de Campo Grande, onde é julgado.

Ele nega envolvimento no crime e afirma que somente Ezequiel Guimarães de Paula – já condenado após confessar participação no homicídio – é culpado.

Quando de seu julgamento, Ezequiel afirmara que Ribamar o ajudou a matar Pedro, de 61 anos, na Vila Santa Luzia.

Pedro foi morto com facadas, golpes de barra de ferro e tiros de revólver calibre 38. Ezequiel disse que acertou a vítima com nove facadas e dois tiros e Ribamar a atingiu com o ferro.

Entretanto, Ribamar afirma que sequer foi ao local. Ele relata que Ezequiel prestou serviços de limpeza de terreno e almoxarifado em sua casa, mas, não teria finalizado o trabalho. Na manhã seguinte ao crime – praticado na madrugada –, ainda segundo Ribamar, um rapaz com apelido de Neguinho da Vila foi à sua residência afirmando que Ezequiel queria o número de seu celular. Ribamar negou. Novamente, Neguinho foi à casa. Desta vez, afirmando pensar que se tratava de assuntos ligados ao serviço que Ezequiel lhe prestara, passou o número.

Então, Ezequiel lhe ligou – conta Ribamar – e disse que era para ele desenterrar uma arma que ele teria deixado em seu quintal. Ribamar negou-se. Ezequiel lhe ameaçou e disse que matou o vigia Pedro e que lhe mataria também. No dia seguinte, um homem chamado Donizete e uma mulher chamada Maria foram à casa de Ribamar pelo mesmo motivo, desenterrar a arma. Mas, Ribamar, conta, mais uma vez não permitiu.

Ribamar diz que na cadeia encontrou-se com Ezequiel e que este lhe contou que foi “fácil matar o vigia”, que lhe acertou com facadas, ferro e tiros.

O réu afirma que não cometeu o crime, mas que responde por estelionato por conta de seu trabalho, despachante previdenciário. Diz que receberia R$ 1,1 mil por mês e que não precisaria cometer o assassinato por nenhum motivo. Ele já respondia a 7 anos de penitência em liberdade condicional.

Nos autos ainda constam que Ezequiel teria vendido a arma que roubara do vigia a um adolescente. O adolescente, por sua vez, a trocou por uma bicicleta. Adolescente e bicicleta foram apreendidos em 24 de março de 2010.

O julgamento está sob responsabilidade do juiz da 1ª Vara Criminal Alexandre Tsuyoshy Ito. O promotor é Fernando Martins Zauta. Ribamar está sob tutela recebe apoio do defensor público Igor César Monzano.

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Foto: Deurico/Capital News

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