Ribamar Osório de Paiva foi considerado culpado pelo assassinato do vigia noturno Pedro Eudes de Moura, em 17 de março de 2010. O julgamento foi realizado nesta terça-feira (22). A condenação é de 18 anos em regime fechado.
Conforme a sentença, a culpabilidade de Ribamar é de “altíssimo grau de reprovação em razão de sua conduta criminosa, pois agiu com frieza e dolo intenso ao utilizar de mais de um meio para agredir o ofendido, que estava trabalhando”.
Pedro foi morto a facadas, golpes de barra de ferro e tiros, enquanto fazia sua ronda pela rua Santo André, no bairro Santa Luzia, por volta das 3h.
Devido ao assassinato, Ribamar foi submetido a pena de 15 anos, sendo outros 3 incluídos na decisão de prendê-lo devido a agravantes: antecedentes criminais (responde por estelionato) e homicídio triplamente qualificado.
Comparsa
Ribamar é o segundo réu a ser incriminado pela morte de Pedro. Ainda em 2010, Ezequiel Guimarães de Paula foi condenado. Ele confessou o homicídio e informou que Ribamar lhe ajudara no ato.
Todavia, o réu de hoje nega que tenha participado da morte de Pedro. Ele conta que Ezequiel é o único culpado e, inclusive lhe confessou. Ribamar afirma que sequer foi ao local da execução. Relatou que Ezequiel prestou serviços de limpeza de terreno e almoxarifado em sua casa, mas, não teria finalizado o trabalho. Na manhã seguinte ao crime – praticado na madrugada –, ainda segundo Ribamar, um rapaz com apelido de Neguinho da Vila foi à sua residência afirmando que Ezequiel queria o número de seu celular.
Ribamar negou. Novamente, Neguinho foi à casa. Desta vez, afirmando pensar que se tratava de assuntos ligados ao serviço que Ezequiel lhe prestara, passou o número.
Então, Ezequiel lhe ligou – conta Ribamar – e disse que era para ele desenterrar uma arma que ele teria deixado em seu quintal. Ribamar negou-se. Por conta disto, afirma, Ezequiel quis lhe condenar também.
Todavia, os jurados não acreditaram em sua versão e o incriminaram, condenando-o. A sentença de 18 anos foi proferida pelo juiz da 1ª Vara Criminal do Fórum de Campo Grande, Alexandre Tsuyoshy Ito.
A filha da vítima, Emir de Moura, lembrou que o pai era um homem trabalhador e sempre fazia bicos para ajudar em casa, além dos trabalhos de vigia de um supermercado e de casas da região. Ele relatou durante seu depoimento que uma testemunha lhe avisou que Ezequiel e Ribamar estavam matando seu pai. Inclusive, lhe alertou para que não fosse ao local: “Eles vão te matar.”
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priscila 22/11/2011
parabéns! tenho certeza que fizeram a coisa certa! ISSO NÃO PODERIA FICAR EM PUNE!!!
1 comentários