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Prefeitura investe em reordenamento viário em Campo Grande

Ministério da Economia já liberou R$2,75 milhão de um total de R$4 milhões de recursos

Marina Romualdo
Capital News

Divulgação

Prefeitura investe em reordenamento viário em Campo Grande

Ministério da Economia já liberou R$2,75 milhão de um total de R$4 milhões

 

Prefeitura de Campo Grande (MS) está promovendo melhorias na mobilidade urbana e para melhor fluidez no trânsito. Uma das ações já garantidas são as novas ciclovias, revitalização das existentes, implantação de ciclofaixas e criação de rotas cicloviárias e entre outros. 

 

De acordo com informações, o Ministério da Economia já liberou R$2,75 milhão de um total de R$4 milhões de recursos alocados por emendas parlamentares, para uma malha de 91 Km.  

 

Os técnicos da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) estão elaborando os projetos. Já está definida a intervenção na avenida Gury Marques até a rua Buenópolis (Bairro Cidade Morena), projetada como trecho final do novo acesso às Moreninhas.

 

Quando todo o traçado estiver pronto, quem mora nos bairros nesta região poderá sair da avenida Gury Marques, atravessar as Moreninhas, chegar e transpor a avenida Guaicurus e seguir em frente pela ciclovia aberta neste ano, no prolongamento da avenida Rita Vieira até interligar através da rua assunção e av. Interlagos a av. Costa e Silva.

 

Também já é certa a interligação da ciclovia da Gury Marques com a já existente na avenida Cafezais, quando for realizada a duplicação da mesma, no trecho compreendido entre a av. Gury Marques e av. Delegado Alfredo Hardmann. Essa interligação dará acesso aos bairros Paulo Coelho Machado, Jardim Canguru e Los Angeles.

 

A ciclovia da Gury Marques se estende até perto do cruzamento com a avenida Fábio Zahran, trecho onde recebe a denominação de av. Costa e Silva. Importante eixo de interligação da cidade à Região Sul. Outra intervenção projetada é a interligação da ciclovia da Orla Morena até a av. Tamandaré, passando pelas ruas Plutão e Urano.

 

Conforme os dados da Associação Brasileira do Setor de Bicicletas (Aliança Bike) no ano passado, em meio à pandemia da covid-19, a venda de bicicletas no Brasil cresceu 50% na comparação com 2019. Já a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) projeta a alta de 12,88% na produção deste ano. Além disso, o setor ainda conta com a redução do imposto de importação. 

 

Outra meta a concluir são as rotatórias do Tiradentes (avenida Três Barras com av. Marques de Lavradio e rua José Nogueira) e da av. Euler de Azevedo com a av. Tamandaré. A do Tiradentes, a Prefeitura assinou um Termo de Convênio com o Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS).

 

A expectativa é que a obra se inicie no início do próximo ano. O Detran irá entrar com a infraestrutura de pavimentação, meio-fio e drenagem e a Prefeitura entra com sinalização vertical e horizontal, além da semaforização. Os valores das contrapartidas são R$994 mil do Governo do Estado e R$700 mil da Prefeitura.

 

O reordenamento viário das rotatórias em pontos estrangulamentos foi uma das primeiras medidas realizadas pela Prefeitura. A primeira rotatória a receber a intervenção foi a da av. Mato Grosso com av. Nelly Martins. No local passam cerca de 38 mil veículos por dia.

Divulgação/Câmara Municipal CG

Prefeitura investe em reordenamento viário em Campo Grande

Diretor presidente da Agetran Janine de Lima Bruno

 

De acordo com o diretor presidente da Agetran, Janine de Lima Bruno, ali foi feito um alargamento na avenida Mato Grosso e diminuição da rotatória, mantendo-a, para que houvesse caixa de acomodação. Também foi feita uma semaforização inteligente. “Essa readequação integrou também a rua Antônio Maria Coelho e resolveu o problema de congestionamento na região, foi a primeira experiência e foi um sucesso”, disse.

 

Já a segunda foi a Rotatória da Coca Cola, localizada na av. Interlagos com a av. Gury Marques. Já passaram cerca de 44 mil veículos por dia pelo local. Diferentemente da primeira, nesta não foi necessário alargar a rotatória. O maior desafio era levar segurança, principalmente a pedestres e ciclistas, que precisavam fazer a travessia.

 

“Semaforizamos, preparamos para os pedestres, e principalmente, para os ciclistas. Hoje tem botoeira. Então tanto um quanto outro apertam a botoeira e quando fecha o sinal ele atravessa em segurança”, explicou Janine.

 

A última que recebeu intervenção até o momento é a rotatória da Rua Joaquim Murtinho com a av. Ceará e av. Eduardo Elias Zahran. A mais difícil de todas, não só pelo tráfego de veículos, cerca de 68 mil ao dia, mas por questões de engenharia.

Saul Schramm/Portal MS

Prefeitura investe em reordenamento viário em Campo Grande

Secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos Rudi Fiorese

 

O secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Rudi Fiorese explica para Agência Municipal de Notícias de Campo Grande que "para fazer a readequação, a rotatória foi removida, substituída por alças de acesso, com dois conjuntos semafóricos para garantir todas as conversões. Uma das alças, corta ao meio a antiga rotatória, o que proporcionou melhora ao acesso ao centro da cidade (pela Joaquim Murtinho) para quem vem pela Zahran ou da saída para Três Lagoas (MS).

 

Além disso, outra ação muito importante e que melhorou a fluidez do trânsito foi a implantação de 107 novos semáforos em locais de estrangulamento e também o uso da onda verde. Para instalar os conjuntos semafóricos foi dada prioridade a cruzamentos perigosos, tanto para veículos, mas principalmente, para pedestres.

 

Um exemplo é a implantação do semáforo na rua prefeito Heráclito Figueiredo com Johannesburgo em julho de 2017. Na Heráclito de Fiqueiredo, por exemplo, de julho de 2017 a julho de 2018 foram registrados 43 acidentes. De julho de 2018 a julho de 2019 foram 41 acidentes. E, de agosto de 2019 a agosto de 2020 foram 30 acidentes. Uma redução de 31% no número de acidentes.

 

Já na rua Johanesburgo os sinistros de julho 2017 a julho 2018 foram três em toda rua. De agosto de 2018 a agosto de 2019 foram quatro acidentes. E de agosto de 2019 a agosto de 2020 foram dois acidentes.

 

Já a sincronização semafórica, mais conhecida como onda verde, foi realizada nas avenidas Calógeras, Ceará, Júlio de Castilho, Fernando Corrêa da Costa, Mato Grosso, Afonso Pena, Eduardo Elias Zahran e nas ruas Antônio Maria Coelho, 13 de Maio, Rui Barbosa, Pedro Celestino, Padre João Crippa, José Antônio, 13 de Junho, 25 de Dezembro e Bahia.

 

A vantagem desta medida é que o tráfego flui com mais facilidade, diminui o tempo de espera do motorista e o estresse no trânsito, o que por conseguinte reduz acidentes, reduz o consumo de combustível e poluição, melhorando também a segurança no trânsito.

Divulgação/Sugepe

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Subsecretária de Gestão e Projetos Estratégicos Catiana Sabadin

 

Para a subsecretária de Gestão e Projetos Estratégicos, Catiana Sabadin, transformar a mobilidade, para que ela seja realmente ativa, envolve mudanças por parte dos gestores públicos, da sociedade e das empresas. Ela se lembra que Campo Grande está avançando, e cita o Reviva Campo Grande, como um dos grandes exemplos disso.

 

“O Reviva é produto de um Plano de Mobilidade, que está passando por uma revisão. Isto é importante porque vai atualizar as novas centralidades, os novos empreendimentos, entender como a cidade tem crescido e, principalmente, como ela tem “transitado”, as idas e vindas, as origens e destinos, para onde a população está caminhando. Só a partir desses estudos é possível tratar as vias de acordo com a necessidade que a população tem. O novo Plano de Mobilidade vai nortear os futuros projetos que o Município vai executar”, explica Catiana. 

 

As ações foram realizadas pela Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), pela Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb) e pela Subsecretaria de Gestão e Projetos Estratégicos (Sugepe).

 

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