A distribuidora de gás natural abastece indústrias, termoelétricas e residências em Mato Grosso do Sul, mas informou que o racionamento foi apenas nos postos de combustíveis. Em Campo Grande, a frota de táxi é movida a gás.
O pedido de racionamento de gás natural foi feito pela Petrobras. Em Campo Grande, a falta de gás natural foi uma medida rápida e preventiva da distribuidora. As empresas foram orientadas a elaborar planos de contenção caso a crise na Bolívia fique mais grave e afete o fornecimento de gás ao Brasil.
"Nosso contrato coma Petrobras é o contrato desse gás que vem da Bolívia, nós não temos alternativa de outro gás, mas a gente espera que isso não ocorra", explica o presidente interino da MS Gás, Ronaldo Monteiro.
Para o professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP, Edmilson Moutinho dos Santos, o pior efeito desta crise é manchar a imagem do gás. "Nós estamos descobrindo uma quantidade infindável de petróleo e, com ele, um tsunami de gás. E este vai precisar de consumidor. Então não é a hora de assustarmos o consumidor existente para fora da indústria do gás", analisa. (G1)
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