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Cotidiano Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2011, 08:35 - A | A

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Poder público não tem solução imediata para impedir que Samu fique retido nos hospitais

Valdelice Bonifácio - Capital News (www.capitalnews.com.br)

Episódios como o denunciado por deputados estaduais na semana passada quando um homem ficou mais de uma hora à espera de uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) enquanto passava mal na guarita de acesso à Assembleia Legislativa podem se repetir.

A demora na chegada do socorro se deveu ao fato de seis ambulâncias do Samu terem ficado retidas em hospitais de Campo Grande naquela manhã. Não havia leitos para deixar os pacientes transportados, com isso as ambulâncias não podiam se deslocar para atender outros chamados.

A solução para o problema, contudo, não virá em pouco tempo, a julgar pelo que responderam o governador André Puccinelli (PMDB) e o prefeito da Capital Nelsinho Trad (PMDB) ao serem questionados sobre o assunto.

André Puccinelli disse que não se trata de um problema do governo do Estado, já que a “saúde em Campo Grande é municipalizada”. A Capital, de fato, tem gestão plena em saúde. Já o prefeito aposta no início de funcionamento do Hospital do Trauma, previsto para dezembro de 2012, para aliviar o problema.

O governador argumenta ainda que já tem feito sua parte pela saúde em Campo Grande. Ele mencionou ter entregue novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital Regional recentemente.

No dia 26 de novembro, quando foram entregues os novos leitos do Regional, a secretaria de Saúde do Estado, Beatriz Dobashi, informou que o Pronto Atendimento Médico (PAM) do hospital será ampliado no ano que vem e passará a contar com mais de 70 leitos. As obras estão em andamento.

"Problema é de todos"

Quando questionado sobre a resposta de André, segundo a qual, a saúde em Campo Grande não é de responsabilidade do governo, Nesinho Trad disse que “o problema é de todos”.

Segundo ele, a superlotação nos hospital se deve ao grande número de acidentes de trânsito que sobrecarregam o setor de trauma.

“O problema da epidemia do trauma não é do governo nem da prefeitura é de todos. É um problema do País. Não se pode se eximir desta responsabilidade. O que existe hoje é uma epidemia de trauma na cidade”, explicou.

Conforme o prefeito, não se trata de um problema exclusivo de Campo Grande, a situação é a mesma em todas as grandes cidades brasileiras.

Ele avalia que somente com o início de funcionamento do Hospital do Trauma (atualmente em construção) é que a situação deverá ter melhora significativa. A empresa responsável pela obra deve entregar o hospital até agosto de 2012. A expectativa da prefeitura é de inaugurá-lo ainda em dezembro.

A construção do Hospital do Trauma ficou acordada em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre o Ministério Público Federal (MPF), o Governo do Estado e a prefeitura.

Hospital terá 141 leitos

O Hospital do Trauma que está sendo construído ao lado da Santa Casa deverá ter 141 leitos, sendo 110 de internação, 18 de observação, 10 de tratamento intensivo e três de isolamento.

Será construído um túnel do hospital que vai ligá-lo a Santa Casa, com objetivo de aproveitar a estrutura do local.

O prefeito acredita que o cronograma de construção e entrega será mantido. “Se houver a ajuda de pessoas responsáveis fica”, disse, se recusando a informar a quem se referia exatamente. “Põe aí que o recado foi dado para quem merece”, arrematou.

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