O prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad, assinou neste sábado (25) a ordem de serviço para a 1ª etapa da revitalização do Mercado Municipal - um dos mais tradicionais pontos comerciais e turísticos da cidade. Em uma segunda etapa, o Mercadão será expandido até a feirinha indígena, que acontece no quarteirão ao lado.
Na etapa inicial, toda a fiação do Mercadão, que é muito antiga, será trocada e os fios passarão a ficar embutidos, o que irá garantir maior segurança aos comerciantes e às 3.500 pessoas que passam diariamente pelo local.
O investimento na primeira etapa é de R$ 600 mil e o prazo para a conclusão da obra é de seis meses. Esse montante, explicou Nelsinho, vem de uma emenda dos senadores Delcídio do Amaral (PT) e Waldemir Moka (PMDB), com contrapartida da prefeitura.
O grande desafio, afirmou Nelsinho Trad, será fazer a obra sem parar o funcionamento do Mercadão. “O Mercadão não pode parar”, disse. “Essa é mais uma ação em comemoração aos 110 anos de Campo Grande”, acrescentou o chefe do Executivo.
O prédio é antigo. As obras de construção do prédio começaram em 1958 e o espaço foi entregue aos comerciantes um ano depois.
Será a segunda grande reforma do Mercadão. A primeira aconteceu em 2006. O prédio ganhou novo calçamento, pintura, iluminação especial e as vagas de estacionamento foram ampliadas.
“O Mercadão é um ponto turístico, esperamos que ele fique mais atrativo e atraente para que os shoppings não tomem o público desse lugar histórico”, afirmou Nelsinho.
A nova obra será feita pela empresa Gradual, vencedora da licitação. Presidente Associação dos Comerciantes do Mercadão Municipal de Campo Grande, Ronald Kanashiro, afirmou que o local precisa de diversas melhorias, incluindo a ampliação do espaço. “Estamos felizes com essa revitalização”, disse.
Revitalização e ampliação do Mercadão são solicitações dos conselhos regionais.
O recurso para a segunda etapa, também no valor de R$ 600 mil, já está garantido por meio da emenda de bancada.

Fiação do Mercadão será trocada; Nelsinho explicou que fios ficarão embutidos, garantindo maior segurança
Foto: Deurico/Capital News
História
O Mercadão nasceu a partir de uma feira livre que era realizada na área onde hoje está localizado o seu estacionamento. O terreno para a construção do centro comercial foi doado a prefeitura por um dos feirantes, Antonio Valente, que como homenagem acabou dando nome ao prédio.
No começo eram vendidas no Mercadão apenas frutas, verduras, legumes e carnes, mas com o passar do tempo os comerciantes começaram a diversificar a oferta de produtos. Hoje nas 144 bancas e 79 boxes são comercializadas desde ervas medicinais, passando por queijos, doces, artesanato, bebidas típicas, frutas, legumes, verduras, salgados e sucos a carnes e peixes.
Um dos símbolos do Mercadão é o pastel. A estimativa é que por dia sejam comercializados 700 pasteis no local.

Mercadão será ampliado
Foto: Deurico/Capital News
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