A menos de uma semana de completar nove meses da deflagração da Operação Vulcano, realizada pela PF (Polícia Federal) e Receita Federal em 7 de janeiro para desmantelar suposta quadrilha envolvida em corrupção, lavagem de dinheiro, fraude de atividades de importações e exportações, sonegação de impostos e contrabando, em Mato Grosso do Sul. Na época, foram presas 88 pessoas em todo o Brasil. Por aqui no Estado, foram 37.
Conforme a PF, o esquema funcionava quando os supostos fraudadores recebiam isenção fiscal por conta de que se diziam exportadores de determinados produtos (cerveja e pneus, principalmente), porém, os negociavam aqui, fazendo lucro de forma ilegal.
Uma dezena dos supostos envolvidos eram funcionários da Receita Federal em Corumbá (cidade pantaneira distante 417 quilômetros a noroeste da Capital). As quebras de sigilos bancário e telefônico foram o que teriam os incriminando, segundo a PF. Eles estão afastados até o final das investigações, mas recebem salário normalmente. O valor pago por mês a cada um deles é de R$ 18 mil. Estimasse que o rombo aos cofres públicos [precisamente contra o Fisco] tenha sido de ao menos R$ 600 milhões, segundo a PF. O suposto bando agiu ininterruptamente por um ano e meio em Mato Grosso do Sul e nos vizinhos São Paulo e Mato Grosso.
Dia 13 de agosto, o inquérito foi finalizado e encaminhado à Justiça (exatamente à 3ª Vara Federal da cidade). O Capital News não conseguiu acesso aos nomes pois corre em sigilo de Justiça.
Quase nove meses depois, ninguém ainda foi denunciado. O MPF (Ministério Público Federal), ainda não recebera a documentação, que seria mais de mil páginas, segundo a PF. Somente o MPF deve apontar quem deve ser denunciado formalmente à Justiça.
Para as investigações, entretanto, mais um outro passo deve ser dado, a Justiça Federal deve estudar o caso e aceitar a denúncia a ser feita pela Justiça.
A quadrilha pode ter lesado o fisco em R$ 600 milhões em 18 meses, segundo cálculos da Receita Federal. A investida policial atingiu oito estados, mas a apuração do esquema fora concentrada além de Mato Grosso do Sul, em Mato Grosso e São Paulo.
Por: Marcelo Eduardo - (www.capitalnews.com.br)
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