Com os focos de calor se concentrando na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) da propriedade, de 5,6 mil hectares, a operação montada pelo Governo do Estado para debelar as queimadas no Pantanal e Serra da Bodoquena, com o apoio de 34 bombeiros e uma aeronave do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, iniciou-se na Caiman, neste 21 de setembro. Cerca de 50 brigadistas estão atuando por terra e água para manter o controle dos focos.
O exército que foi acionado para enfrentar o intenso fogo que queimou mais de 37 mil hectares da Estância Caiman. Com a chegada do Corpo de Bombeiros inicia uma nova e última fase da ação que dura 13 dias: o combate aéreo.
Parceria
A ação entre o Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul e do Distrito Federal é resultado do decreto de situação de emergência, assinado no dia 12 de setembro pelo governador Reinaldo Azambuja. Segundo a assessoria, o Ministério de Desenvolvimento Regional, por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), se antecipou ao reconhecimento do decreto, em tramitação, e enviou ao Estado a aeronave e os 34 brigadistas do Distrito Federal.
Combate
A base da operação foi montada em Aquidauana, de onde, neste sábado, 20 bombeiros se deslocaram para a Caiman e para a Fazenda São Roque. Nesta propriedade, entre os pantanais de Aquidauana e Corumbá, focos de calor ameaçam o Parque Estadual do Rio Negro. O tenente bombeiro Eduardo Tracz, relações públicas da operação, informou que extinto o fogo na Caiman será montado um novo plano de ação para atender outras regiões com focos.
Oficiais bombeiros do Estado e do Distrito Federal estiveram na Caiman, na manhã deste sábado, para acompanharem o combate combinado (aéreo-terrestre), e fizeram um sobrevoo no Pantanal para verificar novas pistas onde a aeronave possa operar. A princípio, a base operacional será mantida na Caiman, que oferece logística para abastecimento do avião com combustível e água. A fazenda colocou sua estrutura à disposição da operação.
Combate direcionado
“Na reserva estamos fazendo um combate direcionado, é uma área de difícil acesso e parte alagada, com mata fechada e o fogo pegando onde se concentram plantas aquáticas”, explicou o capitão Victor Shiroma, do Corpo de Bombeiros do Estado e coordenador da operação. “Sem contar a alta temperatura, que passa dos 40 graus, e o vento jogando faíscas para dentro da mata”, acrescentou. Estima-se que 100 hectares da RPPN foram queimados até agora.
O Air Tractor está sendo pilotado pelos bombeiros tenente coronel Eloízio Ferreira do Nascimento e major Norberto Pimentel, ambos com larga experiência, tendo atuado em queimadas na Chapada dos Veadeiros, Roraima e Chapada Diamantina. Integram ainda a equipe dois operadores de solo e dois mecânicos da mesma guarnição. O reabastecimento de água da aeronave está sendo feita na pista de pouso da fazenda, com o apoio do Exército.
• • • • •
• Junte-se à comunidade Capital News!
Acompanhe também nas redes sociais e receba as principais notícias do MS onde estiver.
• • • • •
• Participe do jornalismo cidadão do Capital News!
Pelo Reportar News, você pode enviar sugestões, fotos, vídeos e reclamações que ajudem a melhorar nossa cidade e nosso estado.



