Trabalhadores do Frigorífico JBS/Bertin, que estão em greve desde segunda-feira (2), realizaram passeata pelas vias centrais de Campo Grande na manhã desta sexta-feira (8).
Conforme a organização, aproximadamente mil pessoas participaram da manifestação. O principal protesto seria contra a morosidade na definição quanto aos pedidos da classe junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT).
A concentração foi na Praça Ary Coelho. Lá, foram distribuídas camisetas da Central Única dos Trabalhadores (CUT), entidade à qual o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Carnes e Derivados de Campo Grande (STICCG) é vinculado. Os manifestantes percorreram as ruas 15 de Novembro, Marechal Cândido Mariano Rondon e 13 de Maio até o MPT.
Carros de som eram usados para informar a sociedade sobre as reivindicações.
Duas viaturas da Polícia Militar (PM) chegaram no meio da manifestação, sendo que, no início, nem controladores de trânsito havia.
Sindicato e direção do frigorífico devem se reunir às 14h no MPT.
Para o presidente do sindicato, Vilson Gimenes Gregório, a categoria espera ser atendida. “Esperamos que o órgão federal faça a empresa cumprir o acordo que firmou conosco.”

Funcionários querem agilidade na decisão sobre suas reivindicações
Foto: Divulgação/Wilson Aquino
Reivindicações
Conforme o presidente do STICCG, no início do ano, na iminência de uma greve, a diretoria do frigorífico JSB/Bertin de Campo Grande, localizado na saída para Sidrolândia, ofereceu aos trabalhadores as seguintes propostas: aumento de 12% para o piso salarial, que passaria de R$ 510 para R$ 570, a partir de 1º de março, data base da categoria; reajuste de 7% para quem ganha acima desse valor; participação no lucro da empresa e o valor que seria pago até o final do ano era de R$ 1.680.
Vilson Gregório afirma que os acordos não estariam sendo cumpridos.
Outra proposta aprovada pelas duas categorias e não cumprida pela empresa, segundo Vilson, foi a folga aos sábados.
Agosto seria o prazo final para que os horários fossem adaptados, algo que, segundo Vilson, não foi efetuado.
Ainda conforme Vilson, a empresa trouxe funcionários do Estado de São Paulo para continuidade dos abates. Mas, Vilson denuncia que, já que toda a equipe de higienização que atua no frigorífico aderiu à greve, a carne manuseada que será levada para consumo no Brasil e/ou no exterior pode estar contaminada. “Ao que tudo indica o SIF (Serviço de Inspeção Federal) do Ministério da Agricultura está fazendo vistas grossas para esse problema.”
O frigorífico tem capacidade de abater 2 mil cabeças de gado por dia.(modificado às 13h37 para acréscimo de informações)
Por: Marcelo Eduardo – (www.capitalnews.com.br)
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