Quem chega a Campo Grande percebe rapidamente que a capital sul-mato-grossense tem um ritmo diferente. Mais do que o céu aberto e os pôr do sol marcantes, o que chama atenção é a sensação de equilíbrio entre trabalho, mobilidade, natureza e tempo para viver.
O reconhecimento aparece também nos indicadores. Campo Grande foi classificada como a 2ª melhor capital para se viver no Brasil pelo IPS Brasil 2025, levantamento que avalia 57 indicadores sociais e ambientais.
Ao mesmo tempo, a cidade consolida sua força econômica. Em 2025, o PIB cresceu 5,2%, acima da média nacional, com inflação controlada em 3,1% e recorde na geração de empregos formais. O resultado reforça o papel estratégico da capital no Centro-Oeste, sem perder características de cidade com rotina mais leve.
Confira sete fatores que explicam esse modelo de desenvolvimento.
Qualidade de vida percebida no dia a dia
A adaptação costuma ser rápida para quem vem de grandes centros. A babá Daniela Freitas de Souza, de 44 anos, que deixou São Paulo para morar no bairro Nossa Senhora das Graças, destaca a diferença no ritmo urbano.
“Como eu vim de uma capital, como São Paulo, aqui para mim é um pedaço do céu. Campo Grande é totalmente diferente de lá. A cidade é um sossego, mais tranquila em comparação. Aqui, tenho mais agilidade para chegar ao trabalho. As pessoas são mais calmas, correm menos.”
Para ela, o maior ganho foi encontrar equilíbrio entre moradia, trabalho e bem-estar.
Mobilidade urbana eficiente
Mesmo com crescimento acelerado, a cidade mantém deslocamentos rápidos e infraestrutura integrada. O projeto Viva Campo Grande II – Cidade Caminhável recebeu reconhecimento nacional por transformar a experiência urbana.
Morador do bairro Tijuca, Wesley Bezerra Nunes, 42 anos, resume: “Campo Grande é uma capital com clima de interior, cheia de área verde, é uma cidade bem tranquila. De fácil acesso, você consegue atravessar a cidade de um ponto ao outro. Tudo é muito rápido.”
Deurico/ Capital News
O Parque das Nações é lembrado pelas crianças, adultos e idosos como um lugar aprazível em Campo Grande
Natureza integrada ao cotidiano
Reconhecida como Cidade Árvore do Mundo, Campo Grande mantém parques lineares, praças, lagos e áreas verdes distribuídas por todas as regiões. A presença constante de araras, capivaras, quatis e outras espécies reforça a convivência entre cidade e natureza.
O estudante João Oliveira, 17 anos, morador do Aero Rancho, destaca o impacto positivo na rotina. “Eu moro perto do Parque Ayrton Senna. Sempre acordo cedo para caminhar ou correr para manter o físico. Isso ajuda muito.”
Praças que fortalecem a convivência
As praças são pontos de encontro e lazer. A manicure Paula Beatriz, 27 anos, que mora na Vila Planalto, frequenta o Belmar Fidalgo com os filhos. “Aqui é muito gostoso. Tudo é perto, facilita a vida, principalmente com as crianças.”
Nos últimos anos, mais de 40 praças passaram por reformas, com melhorias na iluminação, instalação de playgrounds e revitalização de espaços esportivos.
Educação como prioridade
A Rede Municipal de Ensino é referência, com modelo apresentado na Europa, uso de energia fotovoltaica nas escolas e reconhecimento com o Selo Ouro do Compromisso Nacional com a Alfabetização.
O morador do Monte Castelo, Marco Antônio de Santos, 49 anos, afirma: “Tudo que eu tenho na minha vida eu consegui em Campo Grande. Tenho duas filhas, uma formada em Educação Física e outra se formando em Psicologia. Foi tudo aqui, sou muito grato a esta cidade.”
Economia forte e geração de empregos
Com mais de 30 mil empregos formais criados em 2025, a capital atrai empreendedores e trabalhadores de diferentes regiões do Estado. A empresária Islaine Ferraz, 41 anos, que saiu de Glória de Dourados, relata expansão nos negócios.
“Eu vim para Campo Grande para trabalhar. Sempre tive essa visão de que aqui era um lugar bom para vendas. Neste ano, estou com um segundo ponto de venda na cidade e, graças a Deus, estou melhorando. Aqui consegui estabilidade para minha família.”
Um lugar para criar raízes
Além da infraestrutura e das oportunidades, o custo de vida mais equilibrado reforça a permanência de quem escolhe morar na capital. A moradora do Guanandi, Maristella da Silva, 55 anos, resume: “Você até pode estranhar algumas coisas quando chega, o que para nós tudo isso já é normal. Mas, eu mesma, não saio daqui.”
Campo Grande cresce, moderniza-se e amplia sua presença econômica, mas preserva o que a diferença: um estilo de vida acessível, humano e integrado à natureza.
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