Durante reunião em Brasília nessa quarta-feira (8), o governador Eduardo Riedel (PSDB) apresentou as demandas de Mato Grosso do Sul, especificamente na área da segurança pública. No encontro, foi autorizada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, a construção de mais dois presídios nos próximos anos no Complexo da Gameleira.
“Pedimos apoio ao Ministério da Justiça e Segurança Pública na construção de presídios que possam abrigar a população carcerária que está crescendo num ritmo acelerado no Estado por conta da fronteira”, explicou Eduardo Riedel.
O intuito do projeto é reduzir o déficit carcerário e melhorar as condições de cumprimento da pena nas unidades prisionais do Estado. Atualmente o Complexo da Gameleira possui três unidades prisionais, sendo que duas delas, masculinas e com capacidade total para 1.206 presos, já foram entregues pelo Governo do Estado, e a feminina com capacidade para 407 detentas, deve ser entregue ainda este ano.
Conforme o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira, as novas unidades, com 603 vagas - cada uma - e que juntas custarão em torno de R$ 90 milhões, serão construídas onde estrategicamente o Governo do Estado adquiriu uma área de 182 hectares e destinou 50 delas especificamente para o sistema prisional.
Videira ainda afirma que Mato Grosso do Sul é o estado brasileiro que mais prende. “O país que mais prende no mundo é os Estados Unidos, que tem uma média de 655 presos por 100 mil habitantes, aqui no Estado são 704 presos por 100 mil, enquanto a média nacional está em torno de 368 presos por 100 mil habitantes”.
As prisões, que acabam gerando déficit de mais de 5 mil vagas no sistema prisional, resultam da eficiência das polícias no combate aos crimes, de acordo com o secretário, principalmente o tráfico, já que Mato Grosso do Sul é o estado brasileiro que mais apreende drogas. Somente no ano passado as forças de segurança estaduais tiraram de circulação mais de 516 toneladas de drogas.
Para garantir a segurança do complexo, a área no entorno será ocupada pelo Estado, levando em consideração as particularidades do sistema prisional, não havendo possibilidade de construções de moradias nas laterais dos presídios, como acontece no Complexo do Jardim Noroeste, em Campo Grande.
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