Horas depois de o presidente da República em exercício, José Alencar, fazer um apelo no Senado pela prorrogação da CPMF até 2011, o presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, disse que a indústria não acabará com a resistência à prorrogação dotributo. Nesta quarta-feira (17), Skaf visita oito senadores para dizer que não há negociação capaz de acabar com a oposição do setor ao imposto do cheque.
"Não tem acordo. Não tem nada de compensação. Se for chamado ao Senado, digo em cinco minutos como o governo continua investindo sem o dinheiro da CPMF", garantiu.
A reunião mais importante do representante da indústria de São Paulo é com a relatora da CPMF na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Kátia Abreu (DEM-TO). Kátia, no entanto, não é foco de resistência para a Fiesp, já que anunciou antecipadamente o voto contrário à prorrogação do tributo.
Proposta
Os líderes governistas saíram preocupados da reunião com o presidente em exercício, José Alencar, e com os senadores de oposição. A avaliação é de que as concessões tributárias em setores específicos, como a indústria e a folha de pagamento, devem ser preparadas com urgência.
O líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), deu o passo mais contundente em direção ao acordo. A proposta de isentar da cobrança a parcela da população que movimenta na conta até R$ 1,7 mil por mês, e que tem apenas uma conta bancária, é discutida pelos parlamentares de todos partidos.
"O custo para o governo seria de R$ 402 milhões por ano. Na minha proposta, a isenção se limitava à movimentação de R$ 1,2 mil por mês, com perda de R$ 296 milhões. Vamos ver como vai ser", explicou o senador Francisco Dornelles (PP-RJ), que trabalha na negociação com a oposição para a aprovação da proposta.
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