Divulgação/Portal MS
Neste ano, estudantes não terão mais Literatura como disciplina independente. Ela será incorporada à Língua Portuguesa
Com a frase “o declínio da literatura indica o declínio de uma nação”, do filósofo e escritor alemão Johann Wolfgang von Goethe, a União Brasileira de Escritores (UBE/MS) inicia um abaixo assinado contra a extinção da disciplina de Literatura da grade curricular das escolas da rede estadual, após resolução do Governo do Estado pelo corte da matéria.
Neste ano letivo, a rede estadual não terá mais Literatura independente e com as duas horas semanais. Conforme publicação do Diário Oficial do Estado do dia 30 de janeiro, que traz a reestruturação da área de linguagens, agora, ela será incorporada à Língua Portuguesa. Assim, ainda continuará como um conteúdo, porém, não será mais disciplina com ementa própria.
Antes, a área tinha carga horária de cinco horas semanais e era formada por três disciplinas: Língua Portuguesa I, Língua Portuguesa II e Literatura. Com a mudança, elas foram integradas em uma só disciplina, que terá quatro horas semanais. Com isso, os professores que lecionavam Literatura serão remanejados para Língua Portuguesa.
A hora extra foi acrescentada à Matemática, já que, conforme o governo estadual, os alunos teriam ido mal na disciplina no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Além desta mudança, a Língua Inglesa se tornou obrigatória em todas as escolas.
Conforme trecho do abaixo assinado da UBE-MS, “compreendemos que tal medida se constitui em grande retrocesso para a formação integral do estudante, uma vez que a literatura é um dos grandes instrumentos de aquisição de saberes em todas as áreas da formação humana, tanto intelectual quanto cidadã”.
O escritor e vice-presidente da UBE-MS, Andre Luiz Alves, disse que tanto a entidade como os profissionais da educação foram “pegos de surpresa”, já que não houve a consulta prévia pelo Governo do Estado em implementar a medida. “A matéria foi englobada ao português, entendemos que são disciplinas distintas, apesar de necessárias”, disse.
Ele disse que a entidade buscará a Academia Sul-Mato-Grossense de Letras e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan-MS) para tentarem uma reunião com o governador Reinaldo Azambuja ou com a secretária estadual de Educação, Maria Cecilia Amendola da Motta. Como se trata de uma resolução e não de um decreto-lei, eles acreditam que podem revertê-la.
Ainda, eles devem fazer um trabalho de conscientização com os alunos sobre a perda da disciplina. Além de ser conteúdo cobrado no Enem, a preocupação é com a perda da capacidade crítica.
“Não existe aluno bom sem conhecimento literário. A literatura perde em reconhecimento e em tamanho, passa a ser apenas uma parte integrante. A partir do momento que os nossos governantes tornam a literatura menor, tornam a nossa nação menor”, finaliza.
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Marina 28/12/2018
Mal ouve.
Claudio Augusto 09/02/2017
A Literatura é uma Matéria de Suma Importância nas escolas quem mal lê , mau houve , mau fala a matéria literatura tem que permanecer no Curriculo ou Cronograma escolar , bem essa é minha opinião
2 comentários