Durante a coletiva, o ministro destacou que as regiões de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso receberão os cuidados necessários dentro do sistema de estratégias de defesa nacional, por serem regiões de fronteira. Porém, o ministro não singularizou nenhuma região em específico. "Prefiro não singularizar as regiões. O que eu posso dizer é que estamos atentos as exigências de defesa da região oeste, mas é necessário se esclarecer que as Forças Armadas não serão uma espécie de polícia." informou o ministro.
Metas do Plano de Defesa Nacional
Unger informou que o plano de defesa servirá para garantir que o Brasil possa trilhar um caminho singular no mundo. "O Brasil poderá dizer 'não'. Essa defesa não será apenas contra agressões mas para intimidações também." disse o ministro. As estratégias de defesa ainda serão analisadas pelo presidente Luis Inácio Lula Da Silva, onde, segundo o ministro, ainda faltam os últimos retoques. O trabalho de defesa, que contará com a três Forças (Marinha, Exército e Aeronáutica). "Organizamos essas estratégias em três agendas para que possam ser desempenhadas. Na configuração, orientação e equipamento das Forças Armadas".
Segundo Unger, o plano de ação das estratégias de defesa, seria através do "Triplo Imperativo", dividido em: presença, mobilidade e monitoramento. No quesito monitoramento, Unger disse que as tecnologias utilizadas para monitorar os territórios e fronteiras devem ser de âmbito nacional em sua totalidade. Na mobilidade, o plano deve inserir medidas alternativas de defesa, que contenham principalmente o 'elemento surpresa', o que segundo Unger exigirá, criatividade, tecnologia e capacitação que sirvam aos objetivos estratégicos. No tópico presença, as estratégias de defesa devem garantir maior atuação nas defesas das regiões de fronteiras, o que dependerá massivamente do trabalho desenvolvido pelos outros tópicos.
Mangabeira, também sugeriu como alternativa para que o plano de defesa seja mais dinâmico, a reconstrução da indústria nacional de defesa. Onde as empresas estatais e privadas poderão auxiliar no desenvolvimento de tecnologias e pesquisas avançadas para defesa. O ministro também defendeu um plano de atuação mais concisa no Brasil com a participação da população, destacando que o País não deve ser apenas cliente ou comprador, mas sim parceiro de países estrangeiros no desenvolvimento de suas estratégias de defesa.
O ministro negou que caso o plano de defesa seja colocado em ação, as metas exigirão maior numeros de efetivo das Forças Armadas. "Não estamos falando de aumentar efetivo. Quando se aborda a defesa, não quer dizer apenas de cunho militar. O que ocorrerá será um remanejamento de efetivo de uma região para outra dentro Brasil, o que ocorre normalmente." afirmou Unger.
Unger disse que hoje, os investimentos do Brasil em defesa são de cerca de 1,5% do orçamento, mas que esse percentual vai aumentar. No entanto, não quis informar de quanto será esse aumento.
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