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Cotidiano Segunda-feira, 08 de Setembro de 2008, 17:57 - A | A

Segunda-feira, 08 de Setembro de 2008, 17h:57 - A | A

Estado receberá recursos para ações de defesa na fronteira

Lucia Morel e Jefferson Gonçalves - Capital News (www.capitalnews.com.br)

O ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, realizou uma entrevista coletiva agora à tarde no Comando Militar do Oeste (CMO) sobre as estratégias de defesa do Brasil na região de fronteira e sobre investimentos nessa área. Antes de participar da coletiva, o ministro de reuniu com as autoridades das três Forças (Marinha, Exército e Aeronáutica). Estiveram com o ministro o General de exército Rui Alves Catão, Comandante Militar do Oeste; o Contra-Almirante César Sidônio Daiha Moreira de Souza, Comandante do 6º Distrito Naval e o Coronel Aviador Maxímio Ballatore Holand, comandante da Base Aérea de Campo Grande, além de outras autoridades.

Durante a coletiva, o ministro destacou que as regiões de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso receberão os cuidados necessários dentro do sistema de estratégias de defesa nacional, por serem regiões de fronteira. Porém, o ministro não singularizou nenhuma região em específico. "Prefiro não singularizar as regiões. O que eu posso dizer é que estamos atentos as exigências de defesa da região oeste, mas é necessário se esclarecer que as Forças Armadas não serão uma espécie de polícia." informou o ministro.

Metas do Plano de Defesa Nacional

Unger informou que o plano de defesa servirá para garantir que o Brasil possa trilhar um caminho singular no mundo. "O Brasil poderá dizer 'não'. Essa defesa não será apenas contra agressões mas para intimidações também." disse o ministro. As estratégias de defesa ainda serão analisadas pelo presidente Luis Inácio Lula Da Silva, onde, segundo o ministro, ainda faltam os últimos retoques. O trabalho de defesa, que contará com a três Forças (Marinha, Exército e Aeronáutica). "Organizamos essas estratégias em três agendas para que possam ser desempenhadas. Na configuração, orientação e equipamento das Forças Armadas".

Segundo Unger, o plano de ação das estratégias de defesa, seria através do "Triplo Imperativo", dividido em: presença, mobilidade e monitoramento. No quesito monitoramento, Unger disse que as tecnologias utilizadas para monitorar os territórios e fronteiras devem ser de âmbito nacional em sua totalidade. Na mobilidade, o plano deve inserir medidas alternativas de defesa, que contenham principalmente o 'elemento surpresa', o que segundo Unger exigirá, criatividade, tecnologia e capacitação que sirvam aos objetivos estratégicos. No tópico presença, as estratégias de defesa devem garantir maior atuação nas defesas das regiões de fronteiras, o que dependerá massivamente do trabalho desenvolvido pelos outros tópicos.

Mangabeira, também sugeriu como alternativa para que o plano de defesa seja mais dinâmico, a reconstrução da indústria nacional de defesa. Onde as empresas estatais e privadas poderão auxiliar no desenvolvimento de tecnologias e pesquisas avançadas para defesa. O ministro também defendeu um plano de atuação mais concisa no Brasil com a participação da população, destacando que o País não deve ser apenas cliente ou comprador, mas sim parceiro de países estrangeiros no desenvolvimento de suas estratégias de defesa.

O ministro negou que caso o plano de defesa seja colocado em ação, as metas exigirão maior numeros de efetivo das Forças Armadas. "Não estamos falando de aumentar efetivo. Quando se aborda a defesa, não quer dizer apenas de cunho militar. O que ocorrerá será um remanejamento de efetivo de uma região para outra dentro Brasil, o que ocorre normalmente." afirmou Unger.

Unger disse que hoje, os investimentos do Brasil em defesa são de cerca de 1,5% do orçamento, mas que esse percentual vai aumentar. No entanto, não quis informar de quanto será esse aumento.

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