Segundo o diretor do CTC/MS, Luiz Eduardo Blasi, devido a procura, já está sendo estudada a possibilidade de abrir uma turma complementar do curso de tripa caleirada e wet blue - primeira de um total de cinco fases do processo de industrialização do couro – para os meses de agosto ou setembro. “Vamos entrar em contato com o Senai de Estância Velha (RS), nossa parceira, para verificar essa possibilidade”, disse.
O curso de tripa caleirada e wet blue tem carga horária de 24 horas e será ministrado pelos instrutores Carlos Alberto Silva e José Romeu Vingert, ambos do Senai de Estância Velha (RS). O pré-requisito desejável é que os alunos tenham pelo menos um ano de trabalho com tripa caleirada ou couro wet blue.
Blasi explica que o material necessário para a realização do curso inclui 20 peles caleiradas para aulas práticas, botas de segurança, luvas de borracha, luvas de malha de algodão, óculos de segurança, guarda-pós e calças jeans. O conteúdo do curso consta de estrutura das peles bovinas, fluxograma da produção de couros, operação de descarne, operação de divisão, vantagens e desvantagens da divisão em tripa e de couro wet blue, prática de divisão de pele em tripa ou do wet blue e desmontagem, montagem e regulagem da máquina de dividir.
Primeira turma
Composta por 16 alunos, a primeira turma formada pelo CTC do Estado recebeu o certificado no dia 5 de maio deste ano em curtimento de couros. Ministrado pelos técnicos do Senai de Estância Velha, em parceria com o Senai/MS, o curso teve carga horária de 32 horas. Ele abordou histórico de couro, matéria-prima (disponibilidade, características, defeitos), estrutura das peles bovinas, conservação das peles, fluxograma de transformação da pele bovina em couro wet blue, operações e processos de ribeira e curtimento e parâmetros de caracterização de couros wet blue.
Com a estrutura, máquinas e equipamentos disponíveis hoje no CTC/MS e graças à parceria firmada com o CTC/RS (Centro Tecnológico do Couro do Rio Grande do Sul), o local possibilita, de imediato, o oferecimento de pelo menos quatro tipos de cursos, preparando operários para trabalhar na indústria do couro. Esses cursos básicos vão formar quatro tipos de operadores para trabalharem na primeira fase do processo de industrialização do couro, como por exemplo, operador de máquinas, fuloneiros, operador de estação de tratamento de efluentes e classificador de couros.
Laboratórios em obras
No último dia 5, o governador André Puccinelli lançou as obras dos laboratórios de físico-química, físico-mecânica e biotecnologia do CTC/MS (Centro de Tecnologia do Couro de Mato Grosso do Sul), que incluem ainda duas salas de aulas, biblioteca e salas para técnicos e setor administrativo.
Investimento total de R$ 1.292.000,00, provenientes do MCT (Ministério da Ciência e da Tecnologia), Fundect/MS (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul) e CTC/MS, será necessário para as obras de ampliação do Centro, que está localizado na Avenida Rádio Maia, 1.453, na Embrapa Gado de Corte, em Campo Grande . O lançamento das obras dos laboratórios de físico-química, físico-mecânica e biotecnologia confirma a viabilidade do CTC/MS. As obras serão entregues em dezembro deste ano e consolidará o pleno funcionamento do CTC.
O governador André Puccinelli, que lançou a pedra fundamental dos laboratórios do CTC/MS, previu que Mato Grosso do Sul vai ultrapassar o Rio Grande do Sul na área de tecnologia do couro. “Mato Grosso do Sul tem de ousar e mostrar que é competitivo, projetando-se para além das fronteiras nacionais”, declarou.
André Puccinelli também reforçou que espera terminar o primeiro mandato com os laboratórios do CTC em plena operação para curtir todos os tipos de couros, incluindo os exóticos. “Esse Centro vai ajudar que o couro do Estado conquiste excelência mundial, assim como a nossa carne bovina conquistou”, declarou, acrescentando que, com a qualificação da mão-de-obra pelo CTC, o Estado vai deixar de produzir apenas o wet blue - primeira de um total de cinco fases do processo de industrialização - para subir pelo menos três degraus no beneficiamento do couro. (Com Assessoria)
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