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Cotidiano Sexta-feira, 04 de Dezembro de 2009, 18:20 - A | A

Sexta-feira, 04 de Dezembro de 2009, 18h:20 - A | A

Empregados denunciam exploração de jornada por indústria de vidro

Redação Capital News (www.capitalnews.com.br)

Empregados de uma indústria de vidros e cristais temperados de Campo Grande, situada na saída para São Paulo, próximo às Moreninhas, procuraram o Ministério Público do Trabalho para denunciar exploração de jornada de trabalho da maioria dos 90 funcionários da empresa. Além de efetuarem diáriamente, de segunda a sexta-feira, quase duas horas extras (em parte para cobrir folga aos sábados) a empresa agora resolveu colocar todos para trabalhar também aos sábados, deixando os funcionários esgotados e estressados, correndo risco de sofrerem acidentes como ocorreu no ano passado quando dois empregados morreram por excesso de jornada.

Um desses acidentes foi gravado e está no Youtube (http://www.youtube.com/watch?v=uJ9LLIVBeS8). O funcionário Denner, depois de excessiva jornada de trabalho não suportou segurar o peso de algumas lâminas de vidro e acabou sendo prensado. Morreu na hora. “Antes que tenhamos novas vítimas como nosso amigo Denner, esperamos que as autoridades tomem providências para que essa exploração seja freada imediatamente”, comentou um dos funcionários que pediu para não ser identificado pois seria sumariamente demitido.

Segundo ele o MPT pediu para que a denúncia fosse levada para o seu sindicato. A comissão deverá fazê-lo na segunda-feira. Antes disso querem que as autoridades, inclusive da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego – MTE, os ajude, fiscalizando o local de trabalho e conversando com os funcionários. “Precisamos urgentemente de ajuda”, diz o funcionário. Eles informaram que a empresa teria feito um compromisso de criar três turnos de trabalho. Ocorre que apenas dois grupos estão cobrindo os três turnos, sobrecarregando a todos de segunda a sábado. O primeiro turno, segundo eles, funciona, de segunda a sexta-feira, das 7:00 às 17h30, com intervalo de apenas 45 minutos para almoço e a outra turma entra à meia noite até às 7h30, sem intervalo. Essas mesmas turmas são obrigadas a trabalhar também aos sábados das 7h30 às 17h30.

Os avisos sobre esses turnos, segundo os funcionários, estão espalhados por toda a empresa e quem falta aos sábados perde a remuneração do domingo de descanso e ainda um sacolão de alimentos no valor de R$ 75,00. Os trabalhadores levaram o caso também à Força Sindical em Mato Grosso do Sul. O vice-presidente da entidade, Estevão Rocha dos Santos disse que a central vai investigar o assunto e encaminhar ao sindicato que representa a categoria.

Por Alessandro Perin (www.capitalnews.com.br)

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