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Cotidiano Terça-feira, 13 de Maio de 2014, 14:12 - A | A

Terça-feira, 13 de Maio de 2014, 14h:12 - A | A

Decon fiscaliza estabelecimentos e apreende carnes clandestinas

Bárbara Versolato - Capital News (www.capitalnews.com.br)

Policiais Civis da Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes contra as Relações de Consumo), em ação conjunta com Fiscais Agropecuários da Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) e do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), realizaram de 5 a 9 de maio de 2014 fiscalizações nos municípios da região de Nova Andradina (MS), no intuito de combater a concorrência desleal, os crimes contra as relações de consumo e o trânsito e comércio de produtos de origem animal clandestinos.

Durante a operação, foram realizadas fiscalizações em diversos estabelecimentos comerciais, especialmente em supermercados e açougues, sendo apreendidos aproximadamente 7 (sete) toneladas de produtos de origem animal clandestinos.

Em Nova Andradina, foram apreendidos mais de 3 (três) toneladas de produtos de origem animal impróprios ao consumo (carnes bovinas, suínas, frangos e linguiça), sendo que grande parte desta apreensão foi devida às más condições de armazenamento dos produtos, onde se pode encontrar a presença de mofo e outras impurezas.

Já no Distrito de Nova Casa Verde foram apreendidos mais de 2 (duas) toneladas de produtos como carnes bovinas, frangos e pescados sem origem, ou seja, sem inspeção sanitária oficial e, ainda, também ocorreu a apreensão de 757 kg (setecentos e cinquenta e sete) de mel em um entreposto, também sem registro de inspeção e em condições precárias de armazenamento.

No município de Batayporã (MS) foi apreendida 1 (uma) tonelada de carnes bovinas, linguiça em avançado estágio de deterioração, leite in natura, charque, além de 4110 (quatro mil cento e dez) ovos e 3408 (três mil quatrocentos e oito) embalagens em um entreposto clandestino, cuja granja não apresentava as mínimas condições de higiene.

As condições higiênico-sanitárias dos estabelecimentos comerciais fiscalizados eram precárias ou até mesmo inexistentes, contrariando, dessa forma, todas as legislações sanitárias vigentes.

Ações objetivavam a orientação das pessoas que trafegavam nas rodovias da região, assim como dos proprietários dos estabelecimentos fiscalizados. Constata-se que a prática de transporte, manipulação e armazenamento de gêneros alimentícios sem o cumprimento das normas sanitárias vigentes é usual em algumas regiões do Estado e necessita de fiscalização contínua.

“Tais fatos configuram não só o desrespeito às normas de saúde pública e com as pessoas que poderão consumir tais produtos, como também à concorrência desleal, trazendo prejuízos aos fornecedores sérios que se preocupam com o produto que será fornecido aos seus clientes”, explica o delegado responsável pelo caso, Gomides Ferreira dos Santos Neto.

O consumo de produtos de origem animal oriundos de abates clandestinos pode acarretar diversas doenças para o ser humano, como cisticercose, brucelose, dentre outras, além de transtornos gástricos como diarreia, vômitos e, em casos mais graves, podendo levar a óbito.

“Os responsáveis responderão a procedimento administrativo junto à Iagro que, posteriormente, remeterá toda documentação pertinente às Delegacias de Polícia dos municípios fiscalizados. Se indiciados, os responsáveis pelos abates clandestinos responderão a inquérito policial, por crime contra as relações de consumo, cuja pena pode variar de 2 a 5 anos de prisão”, finaliza o delegado.

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