Ao comentar a decisão de hoje do STF (Supremo Tribunal Federal) de negar liminar ao delegado - que havia pedido para ser liberado da obrigação de comparecer hoje à comissão -, Itagiba disse que "não esperava outra decisão" do STF.
O delegado da PF foi convocado a falar na CPI sobre a Operação Satiagraha, que ele comandou, na qual foram presos o sócio-fundador do Grupo Opportunity, Daniel Dantas, o investidor Naji Nahas e o ex-prefeito paulistano Celso Pitta, depois libertados por habeas-corpus do STF. Eles foram presos sob suspeita de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Segundo Itagiba, a sessão deliberativa do plenário da Câmara, onde as votações devem começar por volta das 17 horas, não deverá interferir na realização da sessão da CPI.
Protógenes pediu liminar ao Supremo com base no fato de que está fazendo um curso de especialização na Academia de Polícia, em Brasília, e alegou que, perdendo uma aula, seria reprovado. Itagiba disse "não entender" a alegação, já que o poder de convocação da CPI obriga o delegado a ir à Câmara. O presidente da comissão observou que o caso é semelhante ao da convocação de uma pessoa por um juiz. "Quando um juiz convoca, a pessoa é obrigada a comparecer. Tenho certeza de que o delegado, como policial federal, sabe que, se intimasse alguém, não aceitaria essa desculpa de que (o convocado) tem uma aula." (Agência Estado)
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