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Cotidiano Sábado, 26 de Setembro de 2015, 10:31 - A | A

Sábado, 26 de Setembro de 2015, 10h:31 - A | A

Encontro e apoio

CPI do CIMI desvia foco do problema real, diz Dom Dimas

Movimentos sociais se reuniram com arcebispo de Campo Grande para obter Apoio contra CPI e investigar a morte de indígenas em MS

Divulgação

 Movimentos sociais se reuniram com arcebispo de Campo Grande dom Dimas

Movimentos sociais se reuniram com arcebispo de Campo Grande, dom Dimas Lara

Cerca de 30 representantes de movimentos sociais, sindicais e populares, se reuniram, nessa sexta-feira (25), com o arcebispo de Campo Grande, Dom Dimas Lara, na Cúria Diocesana, com o intuito de prestar solidariedade ao Cimi (Conselho Indigenista Missionário), que está sendo investigado por uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Assembleia Legislativa. 

 

De acordo com a assessoria dos Movimentos Sociais, os representantes também expuseram a iniciativa que estão encampando para que a Casa de Leis instaure a CPI do genocídio, para investigar a morte de 390 indígenas em 12 anos de conflitos de terra no Estado.

 

De acordo com Dom Dimas, a CPI do CIMI é para desviar o foco e jogar o real problema em segundo plano. "A demarcação é a questão principal. Concordo com a indenização dos fazendeiros, mas a CPI do CIMI é para usar o Conselho como 'bode expiatório' e desviar o assunto sobre os territórios indígenas", disse.

 

Outra preocupação que o arcebispo levantou foi sobre a situação alarmante em que se encontram os indígenas em Mato Grosso do Sul. "A preocupação maior é com relação à situação de miséria e insegurança em que vive a população indígena”, pontua.

 

Por fim, Dom Dimas, ressaltou que tem feito esforços no sentido de dialogar sobre a questão dos conflitos entre indígenas e fazendeiros. "Tenho feito o esforço de diálogo. É importante que o estado retome as negociações, embora saibamos que a responsabilidade é, sobretudo, do Governo Federal. Em determinados momentos há também uma responsabilidade do Governo Estadual com relação a questões, como saúde e segurança, por exemplo”, ressalta.

 

Na ocasião vários movimentos usaram a fala e ressaltaram a importância do arcebispo, Dom Dimas, se pronunciar a respeito da perseguição ao CIMI, juntamente com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e pediram apoio para a batalha que estão travando pelos direitos dos povos indígenas de MS. O arcebispo se comprometeu a dialogar mais vezes com uma comissão dos movimentos e a ser um intermediador com algumas instâncias necessárias para tentar resolver o problema instaurado no Estado.

 

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