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Cotidiano Terça-feira, 01 de Dezembro de 2020, 10:09 - A | A

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Parceria

Convênio para reformas de escolas estaduais é renovando

Unidades vão continuar sendo revitalizadas com mão de obra de presidiários

Elaine Silva
Capital News

Divulgação/SESI

Convênio para reformas de escolas estaduais é renovando

Reunião ocorreu nesta segunda

 

O convênio para dar continuidade ao projeto “Pintando e Revitalizando a Educação com Liberdade”, foi renovado pelo Senai junto com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), por mais um ano. A assinatura foi nesta segunda-feira (30/11), no Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande (MS), pelo diretor-regional do Senai, Rodolpho Caesar Mangialardo, e pelo juiz Albino Coimbra Neto, da 2ª Vara de Execuções Penais da Capital.

 

Projeto utiliza a mão de obra prisional e o dinheiro dos presos para reformar escolas públicas de Campo Grande ao mesmo tempo em que oferece qualificação profissional na área da construção civil para esses detentos. Desde 2013, quando o projeto começou, já foram reformadas mais de 17 mil metros quadrados de 11 escolas públicas, beneficiando mais de 10 mil alunos e economizando mais de R$ 8 milhões do Estado. 

 

Segundo Rodolpho Mangialardo, a nova turma de detentos que receberão qualificação nos cursos de pedreiro de alvenaria, pedreiro de revestimento e pintor de obras já começa nesta terça-feira (01/12), ao mesmo tempo em que iniciam a reforma da Escola Estadual Professora Zélia Quevedo Chaves, localizada no Bairro Iracy Coelho, em Campo Grande. “Serão cerca de 20 a 25 internos do presídio semiaberto que terão oportunidade de se desenvolver profissionalmente”, afirmou.

 

Ele ainda comentou que a parceria com o projeto “Pintando e Revitalizando a Educação com Liberdade” existe desde 2013 e cumpre a função social do Senai de contribuir com uma sociedade melhor. De acordo com a assessoria, o  juiz Albino Coimbra Neto reforçou que a educação e o trabalho são a única forma de recuperar pessoas que cometeram crime e estão cumprindo pena. “Não há possibilidade de recuperar um adulto se você não oferece uma qualificação e um emprego. A maioria das pessoas que optou pelo crime o fez porque não tinha oportunidade de trabalho. Então, o nosso objetivo é que com uma profissão, elas não voltem para o crime”, disse.

 

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