Na contramão da crise, o setor de construção civil deverá gerar cerca de 3 mil novas oportunidades de emprego na Capital e 6 mil no Estado, estima Samuel da Silva Freitas, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil e do Mobiliário de Campo Grande Sintracom/CG. A indústria da construção civil em Campo Grande está otimista neste início de 2009. O setor não deverá sofrer com demissões como ocorreu no último trimestre de 2008, quando pelo menos 600 trabalhadores ficaram desempregados.
“Nosso otimismo está alicerçado não só na competência e esforço do empresariado, que é empreendedor, ousado e criativo, como também nos governos federal, estadual e municipal, que estão preocupados em recuperar a economia nacional evitando demissões”, explicou o sindicalista. Ele lembrou que o Governo Federal anunciou no início deste mês que investirá nos próximos anos R$ 350 bilhões na construção de moradias para famílias com renda de até cinco salários mínimos.
Esta medida, aliada a outras que o Governo Lula pretende adotar para gerar emprego, como por exemplo, a elevação do teto dos imóveis a serem financiados pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço dos atuais R$ 350 mil para cerca de R$ 500 mil, deverá ajudar a economia nacional a não sofrer grande impacto da crise econômica mundial.
O governador André Puccinelli e os prefeitos de Mato Grosso do Sul, segundo Samuel, também estão conscientes da necessidade de combater a crise com obras. “Felizmente a construção civil é o setor primário da economia, ou seja, quando estimulada, desenvolve outros segmentos como o comércio, indústria e prestadoras de serviços”, explicou.
Samuel Freitas enalteceu a iniciativa do governador André Puccinelli, anunciada na semana passada, de construir 50 mil casas em Mato Grosso do Sul. André informou que o objetivo de edificar 40 mil moradias teve acréscimo de mais 10 mil como forma de combate à crise econômica mundial.
Hoje na Capital são cerca de 30 mil trabalhadores no setor, sendo que destes, 9 mil estão na informalidade, ou seja, sem registro em carteira. “São pessoas que muitas vezes trabalham por conta própria pegando pequenas obras de construção e reforma e outros são por má fé mesmo de empresários que não efetuam os devidos registros”, disse Samuel.
Assembléia Geral
O Sintracom/CG promove assembléia geral da categoria no próximo dia 30 para discutir a pauta de reivindicações econômicas e sociais, que será encaminhada à classe patronal. Serão os primeiros preparativos para o fechamento da Convenção Coletiva de Trabalho 2009/10, cuja data base é 1º de março.
Apesar da crise econômica mundial, com reflexos significativos no Brasil, o sindicato da construção civil acredita que fechará bem a convenção deste ano. Nós deveremos, sem dúvida alguma, avançar nos benefícios aos nossos trabalhadores na construção civil, finaliza Samuel. (Com Informações: Assessoria)
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