Os funcionários da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) se depararam com uma cena inesperada na manhã deste sábado (7). As vidraças da fachada foram quebradas e pichações no muro faziam referência ao leilão promovido pela entidade, que havia sido suspensa por liminar, mas foi autorizada pela Justiça Federal.
Além da pichação com os dizeres: “leilão assassino”, a vidraça lateral do prédio foi apedrejada, atingindo uma das salas da Federação.
O seguro responsável pela manutenção do prédio já foi acionada, e diretoria analisa se irá registrar boletim de ocorrência sobre o fato. Na sede da Famasul, que se prepara para receber os produtores que chegam a Campo Grande para a realização do movimento chamado de Resistência, produtores classificaram lamentável o atentado, mas que é um processo natural em decorrência do movimento.
A advogada que representa os produtores, Luana Ruiz da Silva, a decisão favorável à realização do leilão foi possível devido a uma redesignação do processo que passa a ser analisado pela 4ª Vara da Justiça Federal.
Segundo Luana, o juiz irá apreciar o pedido da Acrissul, mas entendeu pela licitude do ato, com uma ressalva, de que a arrecadação não tenha fim ilícito. A advogada informou que o magistrado condicionou para a realização do leilão que o valor arrecadado fosse fiscalizado pela Justiça Federal.
A advogada ressaltou que a questão já está tumultuada o suficiente e que as entidades que representam os produtores e os indígenas deverão lançar mão de mecanismos jurídicos necessários durante o processo. (matéria alterada às 10h41 para acréscimo de informações)
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