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Cotidiano Sábado, 03 de Setembro de 2011, 14:32 - A | A

Sábado, 03 de Setembro de 2011, 14h:32 - A | A

Ao custo de R$ 250 milhões, obras no aeroporto de Campo Grande devem começar em 2012

Valdelice Bonifácio - Capital News (www.capitalnews.com.br)

A um custo estimado em R$ 250 milhões, as obras de ampliação do aeroporto de Campo Grande deverão ter início já em 2012, de acordo com o presidente da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), Antonio Gustavo Matos do Vale.

A confirmação foi dada ao governador André Puccinelli (PMDB) e à bancada federal do Estado, em reunião na sede da autarquia, em Brasília. O projeto é conjunto entre governo estadual, prefeitura de Campo Grande e Infraero.

O projeto de engenharia prevê duas novas pistas, radar, melhoria no sistema de pistas e pátio de estacionamento de aeronaves, além da implantação do complexo logístico, recolocação do batalhão de combate e prevenção a incêndios do Corpo de Bombeiros e dos terminais de cargas e de passageiros.

O objetivo é aumentar a capacidade para transporte de cargas do Aeroporto. Também será aumentada a capacidade do estacionamento de veículos.

Após a reunião, o governador afirmou que um núcleo específico de engenharia da autarquia é responsável pelo atendimento das unidades aeroportuárias das cidades que não vão sediar os jogos da Copa do Mundo.

“Com certeza, no próximo ano as obras serão iniciadas”, garantiu André Puccinelli. Ainda segundo o governador, MS está cumprindo a parte do projeto sob sua responsabilidade.

O secretário de Planejamento, Carlos Alberto Menezes (Semac) e o deputado federal Edson Giroto acompanharam André na audiência ocorrida em Brasília em agosto deste ano, na sede da Infraero, além do sub-secretário de Representação do Estado de Mato Grosso do Sul no Distrito Federal, Luiz Fernando dos Santos.

Termo de cooperação

O governador e o prefeito Nelsinho Trad (PMDB), assinaram no inicio do ano, um termo de cooperação técnica para a avaliação das áreas que serão desapropriadas para a ampliação do Aeroporto Internacional de Campo Grande.

Pelo termo, a Prefeitura disponibilizará corpo técnico da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur) para fazer a avaliação das áreas de terras indicadas pelo Estado, apresentar os estudos realizados e os respectivos laudos de avaliação para a apreciação da Secretaria de Obras.

Os trabalhos começam imediatamente após a publicação do convênio no Diário Oficial. Pelo termo de cooperação, o Estado se compromete a utilizar os estudos e laudos fornecidos pela Prefeitura, desde que considerados adequados.

O convênio prevê a desapropriação e entrega à União uma área de 1.381 hectares (já declaradas de utilidade pública pelo governador André Puccinelli).

Esse projeto de expansão tem o objetivo de transformar o aeroporto em um centro de distribuição, exportação e importação de cargas.

As obras vão dobrar o tamanho e a capacidade da unidade aeroportuária, que poderá atender até 2 milhões de passageiros/ano.

Aérea delimitada

Segundo o governador André Puccinelli, a área no entorno do aeroporto já foi delimitada pela Infraero. Os terrenos serão desapropriados pelo governo para serem usados nas obras.

Com o investimento, o aeroporto terá capacidade para transporte de cargas para toda a América Latina, receptivo de passageiros maior, áreas para entreposto e uma nova pista.

O projeto de engenharia prevê duas novas pistas, radar, e dos terminais de cargas e passageiros. Ao todo o aeroporto receberá incremento de 1.381 hectares em sua área total, cedidos totalmente pelo governo do Estado.

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Ampliação da área do aeroporto implicará na desapropriação de terras
Foto: Divulgação

Segundo Rafael Dantas, investidor do setor imobiliário, as áreas destinadas ao novo aeroporto foram escolhidas não somente por estarem próximas ao antigo aeroporto, mas também por serem áreas mais difíceis se serem empreendidas por incorporadoras ou loteadoras, por problemas ligados à lençol freático aflorado, uma característica da região, como por estarem distantes do centro da cidade, e com pouca infra-estrutura.

Para Dantas, “o zoneamento da maioria das áreas destinadas ao novo aeroporto, também não é interessante para os empreendedores, por estarem inseridas na Z-6, com categoria de uso “R1”, que admite apenas uma unidade isolada por lote e proíbe a construção de casas em série, Condomínios ou Conjuntos Habitacionais de qualquer porte.”

“Por terem esta característica, o valor das áreas é bem menor do que em relação a áreas em regiões mais valorizadas, e assim o desembolso para a desapropriação tende a ser menos oneroso aos cofres públicos”, explica o empresário. (Com informações da assessoria)


Por Valdelice Bonifácio - Capital News (www.capitalnews.com.br)

 

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