Campo Grande 00:00:00 Quarta-feira, 24 de Junho de 2026


Cotidiano Sexta-feira, 23 de Setembro de 2011, 09:45 - A | A

Sexta-feira, 23 de Setembro de 2011, 09h:45 - A | A

André pede ajuda para controlar gado na fronteira

Valdelice Bonifácio - Capital News (www.capitalnews.com.br)

Aproveitando a visita do ministro da Defesa, Celso Amorim que esteve ontem no Estado para acompanhar a Operação Ágata 2, o governador André Puccinelli (PMDB) pediu além das medidas de repressão ao contrabando ações que auxiliem na prevenção e controle de entrada e saída de gado na fronteira.

Nesta semana, o Paraguai confirmou foco de febre aftosa em rebanho de uma propriedade rural no Departamento de San Pedro que, embora não faça fronteira com MS, acendeu alerta entre ruralistas da região.

As ações de repressão à criminalidade na fronteira já com a força tarefa de militares da Marinha, Exército e Força Aérea Brasileira. O governador quer que a Operação Ágata seja estendida até o final do ano.

“Tínhamos normalmente na Zona de Alta Vigilância um total de 14 postos fixos e mais seis volantes. Hoje são pelo menos 44 onde intensificamos a quantidade de homens da Iagro [Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal], das Polícias Militar e Civil e também do Departamento de Operações de Fronteira (DOF). Contamos também com o Exército e Aeronáutica que estão olhando por cima para coibir a entrada e saída de gados do País vizinho”, informou.

De acordo com André, a fronteira de Mato Grosso do Sul está segura, já que também tem recebido diversas ações de prevenção por parte do Estado.

“Nós tomamos de imediato todas as medidas de prevenção e, coincidentemente com a Operação Ágata 2, que estava em andamento, nos dirigimos ao general Ferreira [comandante do CMO], por meio do secretário de Segurança Pública [Wantuir Jacini] e da Tereza Cristina [da Produção] para pleitearmos que dentre as ações para coibir o contrabando, o descaminho, que pudesse também olhar para a questão da aftosa. Prontamente o general nos atendeu”, comentou Puccinelli.

André também disse que o governo do Estado se colocou à disposição das autoridades paraguaias para que recursos humanos possam ser emprestados pelo Estado, entre outros auxílios, como vacinas. “Temos que trabalhar em conjunto, nós irmãos brasileiros e paraguaios para que o país vizinho não tenha prejuízo econômico financeiro e principalmente nosso Estado que sofreu até meados de 2007”, ressaltou.

Apoio

O ministro Celso Amorim disse que tomou conhecimento da situação da febre aftosa pelo ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho.

“Os governadores de Mato Grosso do Sul e do Paraná me confirmaram isso e agora tivemos uma idéia mais clara da situação e já estamos ajudando. Mesmo depois de terminada a Operação já que ela não tem um dia fixo para terminar e pode voltar a qualquer momento de um modo mais focalizado, nós podemos ter meios que estejam dedicados especificamente à contenção do trânsito dos animais que vem de uma área onde há febre aftosa”, disse Amorim.

O ministro informou que as Forças Armadas já estão ajudando até pelo contato local.

“O reforço já está dado. O que existe é a possibilidade de uma reconcentração de meios em áreas que são preferenciais para este tipo de trânsito e que não são necessariamente as mesmas por onde passam as drogas e contrabando”, completou o ministro da Defesa.

Sobre a permanência da Operação Ágata, o ministro informou que o Exército e as Forças Armadas não saem totalmente ao término das ações da fronteira.

“Elas podem voltar a realizar as fiscalizações em outras ações já que conhecem melhor o terreno", disse. Além disso, o ministro informou que já existem operações permanentes que neste caso é conduzido pelo Ministério da Justiça, por meio do Programa Sentinela. “Nossa avaliação da Operação Ágata 1 é que muitas apreensões que foram feitas na Amazônia se deram também após o seu término”, explicou.

Balanço

Deflagrada no último dia 16 de setembro, a Operação Ágata 2, ação conjunta do Ministério da Defesa e da Justiça, envolve em Mato Grosso do Sul cerca de 300 militares da Marinha do Brasil, 1.600 militares do Exército e 450 militares da Força Aérea Brasileira em ações que visam reduzir a ocorrência de crimes transfronteiriços e ambientais na faixa de fronteira.

De acordo com o balanço apresentado ontem (22) às autoridades, a Operação Ágata 2 vistoriou neste período 6.600 veículos. Houve várias apreensões entre elas, 36 de roupas, bebidas e eletrodomésticos por descaminho; além de duas apreensões por contrabando.

A operação também apreendeu mais de 200 m³ de madeira semi-beneficiada (com aplicação de mais de R$ 500 mil em multas pelo Ibama).

As Forças Armadas apreenderam ainda 2 kg de maconha, na região de Paranhos e 400 gramas de cocaína, em Maracaju. Foram presos dois foragidos da Justiça.

Foram montados 42 postos de bloqueios e controle de estradas, além de três postos de bloqueio e controle fluvial; 13 missões de vistorias aéreas com o emprego da Aviação do Exército e 04 missões com emprego da Força Aérea Brasileira. Está previsto também a parceria do Exército com a Iagro em 33 pontos nos municípios que fazem fronteira.

Foram montados 42 postos de bloqueios e controle de estradas, além de três postos de bloqueio e controle fluvial; 13 missões de vistorias aéreas com o emprego da Aviação do Exercito e 04 missões com emprego da Força Aérea Brasileira. Está previsto também a parceria do Exército com a Iagro em 33 pontos nos municípios que fazem fronteira.

Estiveram presentes na apresentação da Operação Ágata 2 o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Wantuir Jacini e o prefeito de Dourados, Murilo Zauith. (Com informações da assessoria do governo)

• • • • • 

• Junte-se à comunidade Capital News!
Acompanhe também nas redes sociais e receba as principais notícias do MS onde estiver.

• • • • • 

• Participe do jornalismo cidadão do Capital News!
Pelo Reportar News, você pode enviar sugestões, fotos, vídeos e reclamações que ajudem a melhorar nossa cidade e nosso estado. 

 

Comente esta notícia


Reportagem Especial LEIA MAIS