Familiares de um idoso atropelado em Cassilândia no domingo (23) estão desesperados pelo descaso da Santa Casa de Cassilândia que dizem ter sido vítimas. O ex-fotógrafo e feirante Manoel Menezes da Costa, 78 anos, foi colhido por um carro que seria dirigido por um policial militar.
Manoel sofreu fratura exposta na perna e ferimentos na barriga. Passou por uma cirurgia emergencial naquele hospital, mas, não havia vagas para atendimento mais complexo. Ele precisava ser internado para cirurgia ortopédica. “O médico disse ‘não é da minha alçada’ e que era para procurar um ortopedista o mais rápido possível”, conta Agma Menezes da Costa, 43 anos, filha de Manoel.
O feirante já está na Santa Casa de Campo Grande. A filha e o neto o acompanham, mas desesperados com a situação que, segunda eles, se agravou devido à demora do atendimento.
Chorando, a filha conversou com o Capital News. Agma relata que o pai sofreu acidente e foi encaminhado à Santa Casa de Cassilândia. Lá, ele recebeu o atendimento emergencial com a cirurgia no abdômen, conta. Mas, quando os procedimentos eram mais complexos, ele precisava ser encaminhado para outro local.
Agma relata que precisou entrar na Justiça, via Ministério Público do Estado, para que o pai fosse atendido. Na tarde de terça, a 2ª Vara Cível de Cassilândia determinou a internação imediata de Manoel em Campo Grande ou onde tivesse vagas.
Mesmo com a decisão judicial, conforme ela, Manoel demorou a ser removido, pois a Central de Vagas do Estado não confirmava onde existia espaço. Segundo ela, a Santa Casa de Cassilândia estaria enviando mensagens via fax com pedidos de especialidades diferentes da que o pai necessitava. Este equívoco, segundo Agma, teria provocado a demora da transferência de Manoel.
Ela conta que conseguiu vaga em outros hospitais, mas, pela falta de transporte, conforme ela, negada pelo setor de Transporte da Saúde de Cassilândia, as vagas acabaram sendo perdidas. . Ele só foi transportado na quinta-feira, mesmo com a liminar da Justiça.
A decisão do juiz Sílvio Prado foi de que a remoção fosse imediata (na terça) sob pena de multa diária de R$ 10 mil ao Estado (aqui colocado como Poder Público) caso não providenciasse a ajuda médica.
Agma afirma ter sido bem recebida na Santa Casa da Capital, mas, sua preocupação aumentou pela piora do quadro de saúde do pai, devido ao descaso em Cassilândia.
Ela afirma ainda à reportagem do Capital News, que o advogado da Santa Casa de Cassilândia chegou a lhe confessar que seria melhor ela vender um terreno do pai: ‘Você tira o seu pai daqui, senão ele vai morrer’, teria dito o advogado. Sobre o terreno, Agma afirma que o advogado teria investigado isso e que teria invadido a privacidade da família.
*Esta matéria foi modificada na segunda-feira (31) após contato de Agma. Ela ligou para nossa redação informando que algumas informações estariam incorretas. No momento em que a conversa com nossa reportagem e Agma conversaram, ela estava abalada pela saúde do pai e poderia ter havido ruído (prejuízo) na informação.
Por: Marcelo Eduardo e Jefferson Gonçalves – (www.capitalnews.com.br)
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