A produção de carvão vegetal para a indústria siderúrgica fez desaparecer nos últimos três anos cerca de 270 mil hectares de matas nativas do Pantanal de Mato Grosso do Sul. A estimativa é do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) do Estado. Toda essa área equivale a duas vezes o tamanho da cidade de São Paulo.
Os números foram levantados com base na demanda utilizada pelas indústrias entre 2007 e 2009 e também das informações sobre movimentação de cargas contidas nas guias do Documento de Origem Florestal (DOF).
"O avanço das carvoarias sobre as matas nativas, legalmente ou não, é uma séria ameaça à sobrevivência do Pantanal", afirma o superintendente do Ibama-MS, David Lourenço. De acordo com Luiz Benatti, chefe de proteção ambiental do Ibama-MS, as indústrias carvoeira e siderúrgica são hoje duas das principais "indutoras do desmatamento" do cerrado.
Entre 2007 e 2009, segundo o Ibama, Mato Grosso do Sul movimentou 8,6 milhões de metros cúbicos de carvão vegetal, o que inclui o carvão importado do Paraguai. O auge foi o ano de 2007, com 4,5 milhões de metros cúbicos.
Em 2009, diz o Ibama, houve queda significativa na produção: 1,2 milhão de metros cúbicos. O órgão atribui o resultado à crise internacional e ao aumento na fiscalização.(Com informações do Blog do Noblat)
Por: Lucia Morel - (www.capitalnews.com.br)

