A Polícia Militar Ambiental (PMA) da cidade de Bataguassu autuou em R$ 1 milhão o curtume da empresa Marfrig Frigorificos e Comércio de Alimentos, de acordo com o artigo 61 do Decreto Federal 6.514/2008, em razão do vazamento de gás que causou a morte de Edimar Felisbino da Silva, Karl Matheus Luft, Waldir Henrique Raimundo e Marcus Vinicius da Silva Melo. Cerca de 21 funcionários foram hospitalizadas com diagnósticos de intoxicação. Eles estão em observação na Santa Casa de Bataguassu (MS) , Brasilândia (MS), Anaurilândia (MS), Presidente Prudente (SP), Presidente Epitácio (SP) e Presidente Venceslau (SP), sendo que três pessoas estão em estado gravíssimo.São eles: Leonardo Oliveira Silva; Sidney da Silva Vitório e Vinicius Alcântara Gartner.
A área do acidente ainda está isolada. Conforme os bombeiros, o gás que vazou é resultado da reação dos chamados componentes sulfídrico e cloramin. Conforme a PMA, a empresa possuía todas as licenças ambientais exigidas pelo órgão. Ficou constatado pela polícia que o caso foi um acidente de trabalho não havendo dolo nos procedimentos. Os autos dos processos serão encaminhados ao Ministério Público para uma ação civil pública.
O Prefeito Municipal de Bataguassu, João Carlos Aquino Lemes (PT), decretou luto oficial por três dias. As bandeiras nas secretarias municipais serão hasteadas a meio mastro. Na manhã de hoje (1), duas pessoas da Vigilância Ambiental e Saúde do Trabalhador e um fiscal da Vigilância Sanitária estão seguindo para Bataguassu para fazer a vistoria do curtume e verificar as causas da reação e se houve irregularidades na manipulação dos componentes químicos. Os corpos das quatro pessoas que morreram estão no Instituto Médico Legal e Odontologico (IMOL) de Três Lagoas.
Os bombeiros recolheram a coleta do material, para que seja encaminhada para análise da perícia técnica. (Com informações do Bataguassu News, MS Noticias e Assessoria dos Bombeiros).


