O Senado "foi pego de surpresa" com a prisão do senador líder do governo Delcídio do Amaral (PT-MS) na manhã de hoje, disse o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), cercado pela imprensa ao chegar ao seu gabinete. É a primeira vez que um senador foi preso durante o exercício do mandato desde a Constituição de 1988. Renan disse que foi avisado da prisão pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e agora aguarda as informações do Supremo Tribunal Federal (STF).
– "A prisão nos pegou de surpresa porque não havia sequer investigação formal contra o senador, mas ainda não temos todas as informações. Vamos aguardar e ver com a Mesa e os lideres o que fazer".
Pela Constituição, o Supremo tem 24 horas para enviar ao Senado os autos para que os parlamentares decidam sobre a prisão. Renan, entretanto, afirmou que a Corte deve enviar ainda hoje os autos. O presidente lembrou que a Constituição não estabelece prazo para que o Senado decida sobre a manutenção ou não do encarceramento do parlamentar:
– O prazo para se resolver sobre a prisão não existe, por isso vou consultar os lideres para ver qual o tempo razoável para deliberarmos – disse Renan, sem detalhar o que entende por "tempo razoável".
Sobre a votação, Renan Calheiros preferiu não se manifestar.
– "Precisamos conhecer as informações e a caracterização da prisão. Se houve flagrante, o que ensejou a prisão, se as provas são legais. Essa decisão será tomada pela maioria do Senado" – resumiu.
Quanto à gravação que motivou a ação policial e a decisão do Supremo, o presidente disse que não conhece os detalhes:
– "Se há uma coisa que precisa ser preservada na circunstância atual do Brasil é a separação dos Poderes. Eu não vejo nenhuma chance de haver influência de um Poder sobre outro. Da mesma forma, vejo a necessidade de se respeitar a Constituição no que se refere às garantias individuais" — concluiu.
Leia a coluna de hoje clicando aqui em Marco Eusébio in Blog
LEIA A COLUNA DE HOJE CLICANDO AQUI EM MARCO EUSÉBIO IN BLOG
• • • • •

