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Marco Eusébio Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2026, 18:57 - A | A

Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2026, 18h:57 - A | A

Coluna Entrelinhas da Notícia

Operário SAF: 2026 inicia uma nova era

Por Marco Eusébio

Da coluna Entrelinhas da Notícia
Artigo de responsabilidade do autor

O ano de 2026 chega com barulho, luz acesa e arquibancada inquieta. Nada de mansinho, nada de suspense excessivo. O Operário Futebol Clube entra num ano que promete mais do que resistência: promete ambição. Calendário cheio, investimento alto e uma sensação rara para o torcedor alvinegro — a de que, dessa vez, o futuro não é só discurso.

Porque, convenhamos: sobreviver já foi vitória. Foram décadas de administrações tão ruins que quase apagaram o Galo do mapa. Literalmente. Tentaram até inventar um “Novoperário”, como se identidade fosse camisa falsificada de camelô. Mas o Galo não aceita substituto. Cai, sangra, some… e volta.

Voltou mesmo.

Reconstruiu-se aos trancos. Recuperou o protagonismo local. Atual bicampeão estadual. Um time que voltou a mandar na própria aldeia, mas ainda distante da grandeza que o passado sussurra no ouvido do torcedor mais velho.

Em 2025, a Série D foi o retrato disso. Penúltimo do grupo. Campanha dura, daquelas que testam a fidelidade e não entregam quase nada em troca. O tipo de futebol que a gente assiste por lealdade, não por prazer. Amor sem anestesia.

Mas o Operário tem história. E história pesa.

Anos 70.

O Galo de peito estufado, encarando qualquer gigante. Semifinalista do Brasileiro de 1977. Manga no gol, um monumento debaixo das traves. Eliminado pelo São Paulo campeão — e até hoje tem quem diga que o apito resolveu mais do que a bola naquele dia.

E então veio a SAF.

A sigla.

O termo moderno que não resolve tudo, não salva sozinho, mas oferece algo raro por aqui: a chance real de que o profissionalismo finalmente deixe de ser promessa. Investimento robusto. Jogadores experientes, rodados na elite. Marketing afinado, sócio torcedor, patrocinadores, parcerias. Um clube que começa a se parecer com aquilo que sempre prometeu ser.

O calendário ajuda a inflamar o sonho: Estadual, Copa Verde, Copa do Brasil, Série D, Copa MS. Jogo não vai faltar. Emoção muito menos.

Só um detalhe simbólico ainda pede atualização: a cerveja do Jacques da Luz. A Moema foi fiel nos tempos difíceis. Honrou o copo. Mas talvez seja hora de brindar a nova fase com outro rótulo. Sem mágoa. Só evolução.

Veremos até onde o Galo pode chegar.

Mas agora é diferente.

O Operário entra em 2026 sem pedir desculpa por sonhar — estruturado, ambicioso e consciente de que só chegou até aqui porque nunca esqueceu quem é.

  

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Nascido em Santo André (SP) e radicado em Campo Grande (MS) desde a adolescência, Marco Eusébio é um dos mais experientes jornalistas de Mato Grosso do Sul. Com um estilo refinado e marcante de escrever, ficou conhecido como autor de uma das mais lidas colunas divulgadas em sites de notícias do estado. Agora em formato “in blog” amplia a comunicação com seus leitores através deste Portal www.marcoeusebio.com.br ativado no dia 29/2/2009.

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