Frisando que todos os personagens do governo e aliados eram subordinados desde a época do Mensalão até o Petrolão, o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, afirmou em coletiva na tarde de ontem (14) em Curitiba que Lula é o "comandante máximo do esquema de corrupção" identificado na investigação sobre cartel e propinas na Petrobras. O procurador disse que a propina destinada ao ex-presidente supera a quantia de R$ 3 milhões.
A Lava Jato denunciou hoje, formalmente, Lula, a ex-primeira dama Marisa Letícia, o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto; o empresário Léo Pinheiro, da OAS, dois funcionários da empreiteira e outros dois investigados. Na denúncia contra Lula, o MP federal pede o confisco de R$ 87 milhões. A acusação aponta "14 conjuntos de evidências que se juntam e apontam para Lula como peça central da Lava Jato".
"Essas provas demonstram que Lula era o grande general que comandou a realização e a continuidade da prática dos crimes com poderes para determinar o funcionamento e, se quisesse, para determinar sua interrupção", disse Dallagnol que definiu a gestão Lula como "governo da propinocracia", ou governo regido por propinas. Denúncias diversas feitas na Lava Jato, como as do ex-senador Delcídio do Amaral estão sendo citadas e de outras lideranças detidas, estão sendo citadas pelo procurador na entrevista como evidências do comando de Lula no esquema. (Com informações da GloboNews)
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Após denúncia da Lava Jato, advogado diz que intenção é 'tirar Lula' da eleição de 2018
Advogados de Lula criticaram a denúncia feita ontem pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-presidente e a mulher dele, Marisa Letícia, na Lava Jato. “Crime de Lula para a Lava Jato é ter sido presidente da República, eleito democraticamente por duas vezes”, afirmou o advogado Cristiano Zanin Martins. Para o advogado, há motivações políticas por trás da denúncia. "Há real intenção de tirar o presidente Lula do cenário político eleitoral de 2018", afirmou.
“Para sustentar o impossível, força-tarefa valeu-se de ilusionismo, promovendo improvável espetáculo judicial e midiático" reforçou. "Nossos clientes não cometeram quaisquer crimes que foram imputados na denúncia", acrescentou o advogado em coletiva à imprensa. “Lula e Marisa não são proprietários do imóvel, que pertence à OAS. Se não são proprietários, não são beneficiários de reforma”, afirmou, sobre o triplex em Guarujá, frisando que o MPF não apresentou provas das denúncias. Sobre um possível pedido de prisão de Lula, Martins disse que isso seria "mais um absurdo" e emendou: "Não tem nenhuma base jurídica para ser feito pedido cautelar nesse caso." (Com G1)
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