Estadão/Reprodução
Documento apreendido no gabinete de Delcídio cita propina milionária ao governo FHC
O ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, afirmou que a venda da petrolífera Pérez Companc para a estatal brasileira envolveu uma propina de 100 milhões de dólares ao governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2003). As informações constam de documento apreendido no gabinete do senador Delcídio Amaral (PT-MS), que, como Cerveró, foi preso na Operação Lava Jato. O papel apreendido é parte do resumo das informações que Cerveró prestou à Procuradoria-Geral da República antes de fechar seu acordo de delação premiada. No documento, ele não explica para quem teria ido a propina nem quem pagou. No papel, Cerveró diz ainda que cada diretor da Perez Compancq recebeu 1 milhão de dólares pela venda da empresa e Oscar Vicente (suposto operador do ex-presidente Carlos Menen) levou 6 milhões de dólares. O ex-presidente FHC afirma que declarações "vagas como essa, que se referem genericamente a um período no qual eu era presidente e a um ex-presidente da Petrobrás já falecido (Francisco Gros), sem especificar pessoas envolvidas, servem apenas para confundir e não trazem elementos que permitam verificação". As informações são do Estadão de SP.
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