Divulgação/Arquivo
Para defesa de Palocci, Delcídio não prova nada
Perante o juiz Sérgio Moro, Delcídio do Amaral voltou a acusar Antônio Palocci de intermediar interesses do ex-governo petista e empresários para beneficiar campanhas políticas. O ex-senador depôs em Curitiba ontem como testemunha na ação penal que investiga o ex-ministro, Marcelo Odebrecht e mais 13 pessoas. "Ele era a pessoa que fazia contatos com os empresários" disse Delcídio. A defesa questionou se acompanhou negociações de Palocci e empresários para obter verbas para campanhas, e ele afirmou: "eu não participava dessa 'entorragem', mas tinha as informações necessárias para compreender o papel do ex-ministro Palocci na arrecadação de recursos nas campanhas". Para o advogado de Palocci, José Roberto Batochio, o senador cassado não tem provas que incriminem o ex-ministro. "Disse que tudo o que falou ele ouviu dizer de terceiros. Então estamos numa situação do 'disse que me disse', do 'será que pode ser'. Isso não é prova. De modo que acabada a prova do Ministério Público Federal, o saldo incriminatório é igual a zero. Para condenar, vai ter que fazer muita força. Terá que fazer um 'salto triplo carpado com twist'". (Com ABr)
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