Ao falar da tensão em Brasília após o pedido de prisão de caciques do PMDB como Renan Calheiros, José Sarney e Romero Jucá, o senador cassado Delcídio Amaral (MS) disse "não ter dúvidas" de que a Procuradoria-Geral da República (PGR) possui mais informações do que as "graves" gravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, para embasar o caso. Delcídio lembrou que Renan, Sarney e Jucá demonstraram estar preocupados e foram muito "econômicos" nas declarações sobre o assunto, pois não sabe o que mais teria protocolado a PGR contra eles.
Ao falar sobre as manobras para evitar a cassação de Eduardo Cunha no Conselho de Ética da Câmara, como o "sumiço" da deputada Tia Eron (PRB-BA) que levou Carlos Marun (PMDB-MS) a ser o primeiro suplente a registrar presença para votar em lugar dela ontem, Delcídio afirmou que "já passou da conta... o que tá acontecendo na Câmara é total desobediência às determinações do STF" e ilustrou:
– "Como se diz lá minha terra: eu vou e não vejo tudo. Daqui há pouco eu vou começar a andar sobre as águas, porque eu vou virar um santo. Porque eu tô vendo as coisas acontecendo impunemente, eu, daqui há pouco, eu vou ser canonizado lá, pelo meu querido Papa Francisco."
Questionado sobre a prisão do agente Newton Ishii, que foi citado como "japonês bonzinho" na gravação que culminou com sua prisão, o sul-mato-grossense disse que só conhece o Japonês da Federal "de fotografia e pela televisão".
Ouça aqui a entrevista de Delcídio à Rádio Gaúcha.
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