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Delcídio diz que revista traz narrativa baseada em suposições sem elemento concreto
Citado como beneficiário de esquema de propinas por Nestor Cerveró em delação premiada junto com o senador Fernando Collor (PTB-AL), Renan Calheiros (PMDB-AL) e Jader Barbalho (PMDB-PA), em matéria intitulada "Cerveró diz ao MP que contrato em Pasadena rendeu propina à campanha de Lula" da revista Época (leia aqui), o líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), divulgou neste sábado, em Campo Grande, nota à imprensa em que afirma: "O texto publicado pela revista traz uma narrativa baseada em diversas suposições sem qualquer elemento concreto do meu envolvimento com o tema que foi objeto da matéria, baseada numa suposta proposta de delação premiada, fragilizada, conforme admitido na reportagem pelos próprios procuradores e policiais federais envolvidos".
Leia a íntegra da nota de Delcídio:
"Esclarecimentos sobre matéria publicada neste final de semana na revista Época, dirigidos aos que têm apreço pela verdade.
O texto publicado pela revista traz uma narrativa baseada em diversas suposições sem qualquer elemento concreto do meu envolvimento com o tema que foi objeto da matéria, baseada numa suposta proposta de delação premiada, fragilizada, conforme admitido na reportagem pelos próprios procuradores e policiais federais envolvidos, o que demonstra tratar-se de algo não oficial e, portanto, sem qualquer validade legal.
Os supostos fatos relatados pela matéria são absolutamente inverossímeis tendo em vista que, em 2006, eu ainda presidia a CPMI dos Correios, ocasião em que era considerado "persona non grata" pelo governo, como a própria revista admite quando diz: "Delcídio também estava alquebrado em Brasília. Não pegara leve à frente dos trabalhos da CPI que investigara o mensalão...", fato que também, por óbvio, inviabilizaria qualquer "ingerência" minha sobre diretores da Petrobras.
Em toda a matéria, não há (nem poderia haver) menção a qualquer importância por mim recebida indevidamente.
Não custa lembrar que, em recente investigação do Ministério Público Federal, o próprio Procurador-Geral da República considerou não existirem indícios mínimos de envolvimento do meu nome nos fatos investigados, o que determinou pedido de arquivamento da Procuradoria, acolhido integralmente pelo Supremo Tribunal Federal.
Finalizo com trechos da fala do próprio editor-chefe da revista numa sessão do Periscope, sexta-feira (11) , à noite, quando anunciava a matéria, que dispensa comentários:
1 - Pergunta de uma internauta:
"Existem indícios consistentes sobre o Delcídio?" Resposta do editor-chefe da revista: "Não! Existe um relato... Agora, cabe aos procuradores investigarem e encontrar elementos, se é que eles existem, que corroborem isso".
2 - Trechos da fala do editor-chefe da revista sobre o método de trabalho da sua equipe para construir a matéria:
"...há muito mais inferências e ilações... do que relatos pormenorizados... é preciso, realmente, investigar isso mais a fundo..." "... temos que ser responsáveis... tentamos ser sérios e lúcidos..."
NÃO CONSEGUIRAM!!!
Campo Grande(MS), 12/09/2015
Delcídio Amaral
Senador PT-MS"
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