O ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, teria dito a procuradores na fase de negociação de sua delação premiada que seu antigo chefe na estatal, Delcídio do Amaral, teria recebido subordo de 10 milhões de dólares da multinacional Alstom durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) entre 1999 e 2001, afirma a Folha de S.Paulo na edição de hoje. O pagamento "ocorreu na compra de turbinas para uma termoelétrica que seria construída no Rio, a TermoRio, por US$ 550 milhões”, diz o jornal, acrescentando que a “Petrobras tinha pressa em construir termoelétricas por causa do apagão que ocorreu no governo FHC entre 2001 e 2002”.
Pelo relato de Cerveró, conforme o jornal, o dinheiro teria sido repasado a Delcídio por meio do lobista Afonso Pinto Guimarães, responsável pelos interesses da Alstom no Rio. "Um documento apreendido pela Polícia Federal com o chefe de gabinete de Delcídio, Diogo Ferreira, que também está preso, trazia as seguintes inscrições 'Nestor, Moreira, Afonso Pinto' e 'Guimarães Operador Alstom BR pago p/Delcídio", diz o jornal. O agora senador foi preso no dia 25 acusado de tentar dar fuga a Cerveró para que seu nome não constasse em delação premiada na Lava Jato. A Folha de S.Paulo diz que procurou o advogado Maurício Silva Leite, que cuida da defesa do senador, mas ele não quis comentar o assunto sob o argumento de que desconhece o depoimento.
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