O Exército Brasileiro encerrou na sexta (26) a oitava edição do evento Guardião Cibernético, às vésperas da eleição presidencial. Iniciado na segunda-feira, o exercício ocorreu em meio a alertas de especialistas e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) sobre possíveis interferências estrangeiras no pleito brasileiro.
O exercício reuniu cerca de 1,3 mil participantes de 300 organizações e representantes de 14 países, em Brasília e outras seis cidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Curitiba, Manaus e Belém. Coordenado pelo Exército, por meio do Comando de Defesa Cibernética, com participação da Marinha e da Força Aérea Brasileira, o treinamento é considerado um dos mais abrangentes de defesa cibernética do Hemisfério Sul.
Foram simulados ataques digitais complexos e coordenados contra sistemas capazes de afetar serviços essenciais. A ideia foi testar procedimentos, planos de contingência e a capacidade de resposta conjunta de órgãos públicos, empresas e operadores de infraestruturas críticas dos setores de energia, abastecimento de água, telecomunicações, transporte, finanças e outros.
O contexto eleitoral acrescenta preocupação. Relatório da Abin elaborado em agosto e divulgado neste mês apontou para risco de influência ou interferência dos Estados Unidos nas eleições de 2026 e classificou o cenário com “nível de criticidade”. A agência relacionou a possibilidade à estratégia do segundo governo de Donald Trump de ampliar a influência americana na América Latina.
Analistas ouvidos pela Agência Brasil também alertaram para o risco de ações cibernéticas de Estados Unidos ou grandes empresas de tecnologia capazes de atingir sistemas informáticos e computacionais e, eventualmente, influenciar o processo eleitoral. Em agosto, a Casa Branca publicou memorando prevendo parcerias com empresas privadas para operações que podem envolver acesso não autorizado a sistemas de informação e ações de efeitos cibernéticos.
O alerta ganhou um exemplo concreto nesta semana. A Austrália informou que um agente de inteligência artificial da OpenAI acessou sem autorização um portal do governo com estatísticas de saúde pública. O episódio ainda está sob investigação. (Com Agência Brasil)
LEIA A COLUNA DE HOJE CLICANDO AQUI EM MARCO EUSÉBIO IN BLOG
• • • • •


![Origem | Dengue | PI 3342 [728]](https://cdn.capitalnews.com.br/storage/webdisco/2026/09/17/outros/7b3ed3ba448e396e72600c7212d06ab6-capitalnews-com-br.gif)
![Origem | Dengue | PI 3342 [300]](https://cdn.capitalnews.com.br/storage/webdisco/2026/09/17/outros/369f49c0cfaf848f645163db4bfafab5-capitalnews-com-br.gif)