A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) deve reconhecer oficialmente que o ex-presidente Juscelino Kubitschek foi morto pela ditadura militar, e não vítima de um simples acidente automobilístico em 1976. O novo entendimento está em relatório de mais de 5 mil páginas elaborado pela historiadora Maria Cecília Adão e será votado nos próximos meses, às vésperas dos 50 anos da morte de JK.
JK morreu em 22 de agosto de 1976, em uma colisão do Opala em que viajava pela Via Dutra. A versão oficial da época apontava que o carro teria sido tocado por um ônibus da Viação Cometa em uma ultrapassagem, provocando o acidente que também matou o motorista Geraldo Ribeiro. O novo relatório, porém, se apoia em perícias e investigações do Ministério Público Federal que contestam essa conclusão.
Segundo os estudos revisados, não há comprovação técnica de colisão entre o ônibus e o carro de JK antes da perda de controle do veículo, além de inconsistências nos laudos produzidos em 1976 e 1996. O documento também destaca o contexto político da época, lembrando que JK era um dos principais opositores civis da ditadura militar e citado em registros ligados à Operação Condor como ameaça aos regimes sul-americanos. (Com Folha de S.Paulo)
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