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Política Sábado, 29 de Maio de 2010, 11:14 - A | A

Sábado, 29 de Maio de 2010, 11h:14 - A | A

PV caminha para candidatura ao governo, mas concentra forças para eleger deputados federais

Eduardo Penedo - Capital News

O Partido Verde de Mato Grosso do Sul já havia sinalizado que terá candidato próprio ao governo do Estado para disputar as eleições majoritárias de outubro. A estratégia da sigla em âmbito nacional é fazer o máximo de deputados federais possível para poder garantir tempo de TV e mais recursos do fundo partidário. As informações foram repassadas na manhã deste sábado (29) pelo presidente nacional da sigla, José Luiz de França Penna.

Segundo Penna, uma das estratégias do PV em todo Brasil é lançar candidatura aos governos nos Estados, para ser possível garantir palanque para a candidata à Presidência Marina Silva – referência mundial na defesa do meio ambiente. Ele explica que em oito estados a sigla vai ter candidatura própria: Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e Sergipe. “Até as previas, vamos ter mais de dez estados com candidatura própria”, comenta Penna.

Ele explica ainda a aposta do PV em colocar o máximo possível de candidaturas próprias para garantir palanque para a senadora Marina Silva, que segundo ele, tem chances reais de ir para o segundo turno nas eleições presidenciais.

Segundo o presidente interino da sigla em Mato Grosso do Sul, vereador de Campo Grande Marcelo Bluma, o governador André Puccinelli (PMDB) e o ex-governador José Orcírio Miranda dos Santos (Zeca do PT) têm assediado a sigla para caminharem juntos, no entanto, Bluma diz que nenhum das agremiações comungam da mesma hóstia que o PV. “Nenhum dos dois candidatos são a loira de olhos azuis do PV”, brinca Bluma.

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Membros do PV de MAto Grosso do Sul decidem se continuam com intenção de lançar candidatura própria em MS
Foto: Deurico/Capital News

De acordo com Bluma, a princípio, a sigla estava caminhando junto com o PTB e com o PCdoB para uma candidatura própria, no entanto, no meio do caminho, o PTB dirigido por Ivan Louzada decidiu se coligar com o candidato a reeleição André. Bluma diz que as conversas com o PCdoB estão boas e devem caminhar bem ainda. Ele revela que o partido tentará atender às orientações da nacional: “Em Mato Grosso do Sul, o PV não vai se rebelar contra a Nacional."

O presidente da sigla fala que o PV não irá se coligar com partidos que não tenham candidatos ilibados. Ele citou exemplo que o PV não poderá se coligar com partidos que defendem o desmatamento ou têm representantes na agremiação que não tenham projetos que compartilhem o social e o meio ambiente. “No nosso estatuto está previsto que quem for ficha suja não poderá se candidatar a algum cargo eletivo pelo PV. Isso serve também para as possíveis coligações”, revela.

O maior problema do PV é desatar um nó que se formou em razão da orientação da nacional de ter candidatura própria, já que o partido não tem muita estrutura financeira para lançar uma candidatura no Estado e o lançamento só seria para trazer Marina para o Estado.

Durante a manhã deste sábado, no encontro do PV da Região Centro-Oeste, será definido se no Estado terá candidatura própria ou se coligara com alguma outra agremiação. O PV faz mistério sobre o assunto.

Por: Eduardo Penedo - (www.capitalnews.com.br) 

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