A revelia de imposições do presidente nacional do partido e ministro do Trabalho e Emprego Carlos Lupi, teve início às 15h, a reunião do Diretório Regional do PDT que deve definir impasse a respeito da escolha do Diretório da Capital. O deputado estadual, e atual presidente do partido em Mato Grosso do Sul, Ary Rigo não engoliu a eleição realizada dia 22 de agosto que teve como vencedor o vereador Paulo Pedra, ligado ao adversário deputado federal Dagoberto Nogueira.
O também vereador Loester Nunes deve ser nomeado presidente do Diretório. A eleição é fundamental para marcar data para eleição para escolha da Executiva Regional, que deve ser em 3 de outubro, se Rigo conseguir.
Lupi, quando em Campo Grande na semana passada, foi claro que não convocará eleições internas em Mato Grosso do Sul e nomeará, por pelo menos 90 dias, uma Comissão Provisória com João Leite Schimidt como presidente.
“Vou torcer para que isso não aconteça [a implementação da comissão provisória] e se tenha uma união partidária. Acho que o ministro foi infeliz em sua vinda aqui. Como ele fala em união e vai para a casa de quem é o centro da discórdia? [refere-se ao almoço no escritório de Dagoberto]”, diz Loester ao Capital News.
Loester, assim como os deputados estaduais e toda ala do partido ligada a Rigo, não foi recepcionar Lupi no aeroporto internacional de Campo Grande. Ato que o ministro chamou de “desfeita” e “deselegância”.
“Não fui convidado e se fosse não iria”, afirma Loester. “O que o ministro fez com essa Comissão Provisória foi uma ‘intervenção branca’. Isso só prejudica o partido”, complementa.
Indecisão
No dia 22 de agosto, estava marcada a convenção municipal do PDT. A data é proposta pela Executiva Nacional e ocorre em todas as cidades. Naquele dia seria escolhida a chapa da Executiva Municipal. Como de fato foi, mas com celeumas. Acontece que teria havido um acordo entre Dagoberto e Rigo para que uma chapa de consenso fosse criada e que nela estivessem pessoas ligadas a ambos os parlamentares. Todavia, Rigo acusa Dagoberto de montar uma chapa sozinho e excluí-lo do processo.
As portas do diretório da Capital foram trancadas e a eleição se deu na varanda do estabelecimento, com a presença de Zeca do PT como convidado. O vereador Paulo Pedra foi eleito presidente.
"A competência para discutir isso é da Executiva Nacional”, disse o ministro Lupi, com relação à disputa da convenção municipal do partido, feita de forma conturbada em 22 de agosto. “Além disso, não haverá eleição regional”, afirmara.
“Quem perde com isso mais é o próprio Dagoberto que deve ser o candidato do partido ao Senado. Ele está ‘ciscando fora’, diz Loester.
Indagado pelo Capital News se este “ciscando fora” seria a aliança com Zeca do PT pela disputa ao governo do Estado em 2010 [Rigo e sua ala – na qual está Loester – apóiam André], o vereador foi desconversa. “Fora do partido. Ele está brigando com os deputados. Quem quer ser candidato ao Senado não pode brigar. Quem não quer estar do lado de um deputado como o Rigo ou os demais, que têm 30 mil ou 35 mil votos?”
Por: Marcelo Eduardo – (www.capitalnews.com.br)
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